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O mundo sofreu forte comoção e
praticamente parou ao constatar o maior ataque terrorista
desencadeado contra uma nação, no caso, os EUA. Seu sofisticado
sistema de segurança, sua excepcional condição financeira, sua
política externa globalizante, enfim, o modelo americano acabara de
ser desmoralizado, e de forma trágica, medonha. O World Trade Center
e o Pentágono, que até então simbolizavam o poderio econômico e
militar, haviam sido alvo de um bombardeio nunca antes presenciado
no mundo: dois aviões de passageiros, com mais de duzentas pessoas à
bordo, sob o comando de terroristas, foram lançados contra as duas
Torres, e um outro, também lotado de passageiros, devidamente em
conexão operacional com os demais, caíra sob o prédio do Pentágono.
Tudo isto feito à luz do dia, por um simples grupo de fanáticos
religiosos terroristas. Pergunta-se: onde estavam os sofisticados
sistemas de segurança da mais poderosa nação do planeta?
Não há como mensurar a dor do
povo americano, muito menos as conseqüências que poderão advir
afetando todo o mundo; são imprevisíveis.
O Presidente dos EUA, George W.
Bush, declarou emocionado que estava declarada uma luta entre o Bem
e o Mal. Cremos que seja a luta do mal contra o mal porque tanto de
um lado quanto do outro vemos erros, muitos erros. No final dessa
pugna absurda haverá de prevalecer a vitória esmagadora do Bem que
surgirá no momento oportuno, afastando os contendores.
No passado histórico o mundo
assistiu a queda de um império, o Romano, que se julgava capaz de
dominar o mundo, nada, mas nada mesmo se lhe haveria de interpor.
Mas ele ruiu, caiu deixando um rastro de poeira, sangue e muita
brutalidade. Atualmente é o "Império da Modernidade" que apresenta
sinais de fraqueza, instabilidade, insegurança, não obstante possa
mostrar ainda toda a sua força bélica ultra sofisticada.
Atravessa-se, no mundo moderno,
todo um instante de dor e ao mesmo tempo somos convidados à reflexão
perguntando-se: por quê? A resposta só pode ser a necessidade de
mudança radical de princípios éticos/morais/religiosos quando também
não haja necessidade de uma nação curvar-se diante de outra.
Curvemos o nosso orgulho, a nossa prepotência, a nossa ambição, mas
diante de Deus, nosso Criador, porque o poder centralizador da Terra
frente ao desespero e a incredulidade do que se via tremeu,
apavorou-se e inclinou-se fragilmente com os olhos cravados no solo
repleto de escombros de uma das maiores super cidades americanas:
Nova York.
As manifestações da dor e do mal
crescem, ganham proporções inimagináveis, e se espalham por todo o
mundo. Quem pode hoje se sentir protegido quando se notabilizam os
abortos, suicídios, atos criminosos, corrupção, chacinas,
seqüestros, degradação sexual, tráfico de drogas em larga escala e
tantos outros fatos que deprimem e infelicitam essa humanidade?
Tem que haver, como há uma
recrudescência da fome, do desemprego, da falta de educação, do
terror e de doenças encaixadas num quadro de etiologias as mais
variadas.
Os americanos, segundo uma ótica
espírita, estão na fase de colheita de seu plantio do passado. Seria
muita ingenuidade tentar "tapar o sol com a peneira", não querendo
reconhecer que os EUA semeou muitos espinhos de dominação em todo o
mundo, deixando um plantio de dor que hoje começa a colher.
Através de uma fria análise
devemos convir que o acontecido em Nova York e Washington, em 11 de
setembro de 2001, foi uma dose de tragédia e dor maior do que há
muito tempo já vem acontecendo em doses menores em toda parte desse
planeta. O homem precisa mudar seu comportamento e o ângulo de sua
visão de vida para que a fraternidade possa imperar entre todos,
estejam onde estiverem.
Na oportunidade torna-se
importantíssimo que lembremos o que disseram os Espíritos
Superiores, em resposta à pergunta 784, a Allan Kardec e que este
relatou em O Livro dos Espíritos: "... Faz-se mister que o mal
chegue ao excesso, para tornar compreensível a necessidade do bem e
das reformas". Aí está o que diz o Espiritismo tão criticado por
pessoas que não O conhecem, e que procuram estabelecer, nas mentes
incautas dos que somente prega o bem de todos, a paz para
todos os lugares, a vivência da compreensão e do amor para
todos.
Na mesma proporção em que
tecnologicamente o homem cresce e ganha força, domínio, enriquece e
adquire bem estar físico, aumenta a onda de violência, de desamor,
de falta de honradez nas atitudes, numa verdadeira avalanche de
sombras e detritos morais perturbadoras, dolorosas.
Todos são atingidos, direta ou
indiretamente, passando a conviver com cenas chocantes, experiências
inusitadas, numa amostragem de que a chuva de fel vai caindo sobre a
cabeça de todos, indistintamente, "encharcando-os" e machucando-os
sem dó nem piedade. Lembramos de Jesus, nessas horas, quando
afirmou: "No mundo tereis aflições". Felizmente também deixou dito:
"...mas aquele que perseverar até o fim, este será salvo" e "Bem
aventurados os mansos e pacíficos". Só temos que seguir as pegadas
do Mestre Divino.
A humanidade terrena está muito
pobre de espiritualidade, conhece muito pouco sobre a realidade e a
força do amor que Jesus exemplificou, porque para ela está faltando
conhecimentos que só a Doutrina Espírita pode oferecer ao mostrar o
porquê da dor e do sofrimento.
Seria ótimo que os EUA não
buscasse a retaliação, procurasse um entendimento com os talibãs, a
começar por Osama Bin Laden. Mas, será que estes entenderiam o
possível gesto nobre dos EUA? Não veriam nessa atitude uma
demonstração de fraqueza, e não partiriam para o domínio total do
mundo com as suas absurdas crenças religiosas e costumes impostos ao
povo, principalmente às mulheres, elas que são discriminadas
cruelmente, sadicamente, impondo-lhes modos de se vestir, de se
apresentar como se fossem elas a retratação total e fiel dos mais
ignóbeis atos?
Reforcemos em nós Jesus e Suas
palavras, principalmente ao nos dizer que nos amássemos uns aos
outros como Ele nos ama e que seus discípulos serão conhecidos por
muito se amarem.
ADÉSIO ALVES MACHADO Escritor, Orador e Radialista. Autor dos livros: Ser, Crer e Crescer - Elucidações Para uma Vida Melhor;
Diálogo com Deus - Preces de MEIMEI e Verdades que o tempo
não apaga, lançado recentemente. Para adquiri-los ligue:
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