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Há pessoas que dizem que não acreditam em Espiritismo por falta de comprovação científica. Desconhecem, evidentemente, o fato de que os avanços da Ciência vêm confirmando princípios espíritas de cento e quarenta anos atrás. As mais recentes teorias sobre Educação, só para citar um exemplo, vão ao encontro do conceito da evolução espiritual, e a Doutrina Espírita, ao referir-se às leis de Progresso, do Trabalho e de Sociedade, lança luz sobre as descobertas de Piaget, Vygotsky e Wallon feitas neste século. O apego à Ciência oficial pode ser uma espécie de prisão do entendimento. A ciência não é um conhecimento fechado e absoluto; ela caminha com a Humanidade e se desenvolve com o progresso da inteligência. Não está pronta e acabada. Às vezes, com o pretexto de sermos rigorosamente científicos, tornamo-nos rígidos e dogmáticos. Tomamos uma posição semelhante à do antigo Tribunal do Santo Ofício, execrando opiniões diferentes e classificando como heresia tudo que era incompatível com a Doutrina da Igreja. Não podemos nos esquecer de que, do mesmo modo que a Ciência verdadeira, como busca da verdade, deve ser flexível e apta a assimilar novos conhecimentos, também nós, para sermos realmente científicos, carecemos desta flexibilidade e abertura para novas idéias. Porque se não for assim, enquanto pensamos ser científicos, estaremos assumindo de fato atitudes da época medieval. Rita Foelker |