*
*
*
*
*
*
*

 


VALEU A PENA

O Centro Espírita fora idealizado e construído com muito amor.

Seria um recanto de paz e harmonia, oásis de luz e aprendizado para todos que dele se aproximassem.

No entanto, há alguns anos não era o que vinha ocorrendo,  a união de outrora dera lugar a desunião, as obras de Kardec que deveriam servir como base doutrinária juntavam poeira nas prateleiras, as lições do Cristo estavam esquecidas e a vaidade se fazia fiel amiga de muitos.

Pessoas querendo aparecer mais do que a Causa Espírita, grupos querendo ser donos da Casa Espírita.

Brigas pelo poder, discussões, ameaças, intrigas, fofocas...

Acontecimentos que quase encerraram as atividades do Centro.

Quase, pois ainda havia dois abnegados servidores do Cristo que não deixavam a “peteca cair de vez”.

Paulo e José  eram dois companheiros que não se conformavam com o triunfar das trevas, disciplinados, conscientes , estavam sempre convidando os companheiros a estudar e meditar em torno das lições de Kardec e dos Espíritos Amigos.

No entanto, eram agredidos por muitos, ridicularizados por outros, chegaram a ser expulsos da diretoria.

Não cogitaram de retaliação, preferiram dar como resposta o trabalho em favor da Casa e da Causa Espírita que é muito mais importante do que um grupo de pessoas.

Não desistiram, enquanto muitos abandonariam tudo, eles continuavam, utilizavam a oração como ponte de ligação com Jesus e prosseguiam silenciosos com seu trabalho.

Aconselhavam a prudência e o bom senso, otimistas inveterados,  guardavam a certeza de que tudo se resolveria da  melhor maneira possível.

Com nobres propósitos se tornavam  facilmente acessíveis a inspiração dos instrutores da Vida Maior e assim se fortaleciam.

Os esforços não foram em vão , valeu a firmeza dos propósitos.

Novos trabalhadores foram chegando para acender a chama da fraternidade e dissipar as trevas, novas idéias, belas iniciativas, aos poucos as coisas iam tomando um novo rumo.

Valeu a pena perseverar, embasados nos sublimes ensinamentos de Kardec e dos Espíritos Amigos,  hoje decorridos cinco anos daqueles acontecimentos,  aquele  Centro Espírita fortaleceu-se nas dificuldades e   tornou-se um oásis de amor, recanto de paz e escola de educação do corpo e da alma.


Artigo gentilmente cedido por Wellington Balbo
Baurú - SP



 


 

 

Formatação: Damião da Silva Leão