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Torna-se cada dia mais evidente
tudo quanto a doutrina espírita tem afirmado nesses seus 145 anos de
vida (estamos no ano 2004).
Não foram os espiritualistas
reencarnacionistas que vieram a público fazer tal afirmação, mas sim
aqueles que não acreditavam em vida após a vida (na carne). Hoje são
dezenas de médicos, psiquiatras, psicoterapeutas que vêm afirmar que
seus pacientes revelaram, e de forma inconteste, que foram
protagonistas de episódios existenciais ocorridos em outras vidas
que não a atual.
É do domínio dos interessados que
a TVP (Terapia de Vivências Passadas) corre o mundo todo, curando
fobias, traumas psicológicos e muitos males de ordem psíquica, tanto
em adultos quanto em crianças.
Queremos, nesta oportunidade,
referirmo-nos às recordações de vidas passadas vividas por crianças.
Um livro nos chamou a atenção
porque a sua autora era uma céptica em matéria de reencarnação e
nunca havia imaginado entrar em processo hipnótico e ser conduzida à
recordação de outras vidas. Queremos nos referir à norte-americana
Carol Bowman e a seu livro "Crianças e suas vidas passadas", com
prefácio de Brian Weiss, médico psiquiatra de fama mundial, bastante
conhecido no Brasil. Aqui já esteve muitas vezes, e sua fama começou
após lançar o livro best-seller "Muitas vidas, muitos mestres",
oportunidade para relatar o caso de Catherine, uma de suas
pacientes.
Carol Bowman também viveu, após
entrar em estado hipnótico, episódios de vidas passadas, e com
facilidade. Ela escreveu que se uma criança descreve, com tanta
convicção, apesar de toda a sua inocência, haver vivido antes,
serenamente descreve a sua morte e a sua viagem de volta à vida
carnal, dá testemunho inequívoco de uma verdade insofismável: somos
almas imortais, já vivemos e continuaremos sempre a viver. Afirma
peremptoriamente que essas lembranças das crianças se constitui na
maior evidência da reencarnação. Em outras palavras, ela quer dizer:
os espíritas estão certos! Aliás, sempre estiveram.
Para esta escritora, quando uma
criança fala espontaneamente de suas vidas passadas, sem serem
colocadas em estado hipnótico, estão, na verdade, dando aos pais
conselhos práticos para que eles reconheçam a existência da
reencarnação, e que as ajudem a se curarem de seus medos através das
revivescências de certos fatos ocorridos no passado, os quais estão
repercutindo negativamente em suas vidas, hoje. Pedem ajuda de seus
responsáveis diretos, e de uma forma pouco comum, ainda.
Todo o processo de crença
absoluta na reencarnação começou, para Carol, quando seu filho
caçula Chase, principalmente, demonstrava um intenso terror, um medo
fóbico de barulho de tiros, de fogos estourando, estrondos fortes,
etc. Resolveu, após conselhos de uma amiga, procurar um
hipnoterapeuta para livrar o filho do medo. Causando espanto a
todos, o filho recorda ter sido um soldado na Guerra Civil
americana, descrevendo fatos com detalhes impressionantes, os quais
foram depois devidamente comprovados por um historiador, o que lhe
havia acontecido durante a guerra. O mais notável viria após: ele
curou-se de sua fobia em seguida à vivência de sua morte na guerra,
ocorrida em meio de barulhento e terrível tiroteio.
A partir daí, Carol começou todo
um trabalho de investigação das lembranças de vidas passadas em
outras crianças, constatando que viveram também as mesmas
experiências verificadas com seu filho. Ela entrevistou pais que
também estiveram perplexos diante dos filhos e de seus relatos de
vidas passadas. Visitou bibliotecas em busca de autores que tivessem
abordado o assunto que a estava fascinando. O resultado foi esse
livro com um apreciável manancial de fatos incontestáveis mostrando
as crianças descrevendo suas antigas vidas, espontaneamente, e
também após serem levadas a uma visualização, fazendo-as entrar em
estado de alteração da consciência.
Para não tornar longo este
capítulo, deter-nos-emos em um único caso dos muitos registrados por
Carol Bowman. Ele se encontra no final de seu livro, assim mesmo o
faremos o mais resumido possível. Contudo, ele será mais do que
suficiente para qualquer pessoa se convencer da realidade
reencarnatória, das muitas vidas do espírito, desde que não seja tão
céptica e não alimente tantas dúvidas sobre a nossa imortalidade.
Por mais terrível seja para os
pais a morte de sua criança, com a crença na reencarnação essa dor
será absorvida rapidamente, não precisando os pais perderem a fé em
DEUS, em Sua Justiça e Compaixão pelas Suas criaturas.
A reencarnação oferece uma
esperança plausível, a de que a própria criança que "morreu" retorne
da "morte" para a vida, na mesma família.
A família Pollack, da Inglaterra,
sofreu o que se costuma dizer na Terra uma tragédia inimaginável.
Joanna e Jacqueline, de onze e seis anos, respectivamente, foram
atropeladas e "mortas" quando estavam andando por uma calçada.
Bem antes do acidente, o pai,
John Pollack, um católico convicto, acreditava firmemente na
reencarnação. Na sua fé pedia a DEUS que lhe desse uma prova
insofismável da reencarnação. Mal sabia ele o que lhe estava
reservado, como veremos.
Após o acontecimento trágico,
pedia agora a DEUS que lhe devolvesse as filhas.
Em menos de um ano a sua esposa,
Florence, fica grávida e John assegurou a todos que as suas filhas
iam voltar para a família, e como gêmeas. John contradizia até o
ginecologista que afirmava ser a gravidez de apenas um bebê. No dia
4 de outubro de 1958, Florence deu à luz dois bebês, duas gêmeas
idênticas, que receberam os nomes de Jennifer e Gillian.
Perceberam, de imediato, que
Jennifer, mas não Gillian, tinha duas marcas de nascença - uma linha
branca na testa e uma marca marrom na cintura - que correspondiam em
tamanho, forma e localização a uma cicatriz e a uma marca congênita
que Jacqueline tinha na testa e na cintura. Tal fato era notável,
porque, segundo pesquisa do Dr. Ian Stevenson, gêmeas idênticas
teriam que ter marcas de nascença idênticas, o que agora não se
dava.
Crescidas as meninas, o
suficiente para falarem, lembraram detalhes de suas "irmãs mortas",
elas que não tinham meios de saber, absolutamente nenhum. Feito um
teste pelos pais e parentes, elas identificaram com detalhes
brinquedos que haviam pertencido a Joanna e a Jacqueline. Ao
visitarem pela primeira vez a cidade onde haviam vivido (os Pollack
se mudaram quando as meninas ainda eram bem pequenas), apontaram
corretamente para a antiga casa da família, foram até o parque e o
playground, tendo descrito a escola e os balanços antes de vê-los.
É um caso com todos os sinais
característicos de lembranças de vidas passadas, especialmente as
marcas de nascença.
John Pollack acreditava mais e
mais em DEUS, ELE lha havia restituído as filhas como resposta à sua
fé e à sua crença na reencarnação. A prova que pedira a DEUS lhe
fora concedida de forma incontestável. Vale, pois, a pena crer em
DEUS, ou não?
ADÉSIO ALVES MACHADO Escritor, Orador e Radialista. Autor dos livros: Ser, Crer e Crescer - Elucidações Para uma Vida Melhor;
Diálogo com Deus - Preces de MEIMEI e Verdades que o tempo
não apaga, lançado recentemente. Para adquiri-los ligue:
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