UMA HISTÓRIA
Era uma vez um rei que se considerava justo, desencarnou e foi para o umbral.
Sofrendo, inconformado, clamou por justiça. Seus rogos foram ouvidos, e um
servidor do bem que ali trabalhava foi ouvi-lo.
- Caro benfeitor - disse o rei - estou sendo injustiçado. Não mereço sofrer
aqui. Não fui mau, não matei ou roubei. Fui, dentro das minhas possibilidades,
um bom rei.
- Ninguém está sendo injusto com você. Veio ter aqui por seus próprios atos. No
seu reinado houve muitos crimes, abusos e maldades. - respondeu o bom espírito.
- Não fui eu! - disse o rei indignado.
- Deixou que outros fizessem e até em seu nome. Muitos erros você ignorou porque
era mais cômodo fazê-lo; de outros você tinha conhecimento, mas calou-se,
consentiu. Quem negligencia na autoridade erra junto.
O rei calou-se e voltou a seu canto. Necessitava pensar, reconhecer suas falhas
e arrepender-se.
Devemos usar da autoridade a nós concedida com responsabilidade e justiça e não
deixar que subordinados errem em nosso nome. Se o permitirmos, poderemos
defrontar-nos com o sofrimento tal como ocorreu ao rei de nossa pequena
história.
Pelo Espírito: ANTÔNIO CARLOS
Psicografia: VERA LÚCIA MARINZECK DE CARVALHO
Do livro: SEJAMOS FELIZES
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