Um Espírito no Retrato

       Pessoa conhecida possuía, até há pouco uma fotografia antiga mostrando o Espírito de uma avó junto da neta encarnada, a qual estava para ser acometida, naquele instante, de mais um de seus habituais "ataques" (surgidos a partir da desencarnação da velhinha). A moça gritara ao fotógrafo para que batesse a chapa uma vez que estava se sentindo mal e iria logo sofrer o "ataque tipo epilético". Na chapa sai impressa a figura da avó agarrada à neta. É evidente que a senhora em questão não sabia o que se passava, julgando-se ainda viva.
       Há outros casos de perturbações inconscientes. Como por exemplo situações de auto-obsessão, quando os próprios encarnados, viciados na emissão de pensamentos deprimentes, atraem inúmeras entidades para sua aura.
       Além disso, nem todos os Espíritos que consideramos prejudiciais pretendem fazer o mal. Há mesmo os bem intencionados, os bondosos que, sem o perceberem, podem, no entanto, causar prejuízos. Nesse rol incluiríamos aqueles que esgotam fluidicamente o médium. Nessa conjuntura, a Entidade permaneceria ligada dia e noite ao medianeiro, sob o pretexto de orientação espiritual, de conversação amiga, numa simbiose inconsciente.
       Matriculando-se numa Escola de Educação Mediúnica, num bom Centro Espírita, por exemplo, não só o portador desse desequilíbrio obsessivo compreende sua situação de medianeiro vampirizado, quanto o Espírito também, por ir às aulas com seu amigo encarnado, acaba por compreender sua posição esdrúxula e afasta-se, para não mais lesar o médium.
      Mas quem seriam os deliberadamente perturbadores?
       Encontramos nas obras dedicadas ao assunto uma lista de tipos de perseguidores espirituais que podem causar obsessões.
       Eles estariam tanto entre Espíritos invejosos, que não toleram ver a felicidade alheia, quanto com Espíritos que no passado praticaram crimes de parceria com o encarnado e agora vítima, ligando-se a este por laços mentais e magnéticos. Ora o primeiro, ora o segundo passa a ocupar o papel de perseguidor, de acordo com sua condição de desencarnado.
       A lista continua, apontando Espíritos vingativos, quando foram as vítimas infelizes do atual encarnado; bem como "gangs" do Espaço, malfeitores que perseguem principalmente antigos companheiros de banditismo, que fugiram de sua influência, aceitando a reencarnação sacrificial e redentora; além de Espíritos de outras correntes religiosas, ainda fanatizados e, portanto, em desequilíbrio. Estes perseguem, de preferência, servidores espíritas; a lista inclui entidades em desequilíbrio intenso que absorvem o negativismo de doentes mentais e se lançam contra os mesmos, colocando-os em situação difícil.
       Quando os processos obsessivos são conscientes, os perseguidores sabem como obsediar.
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Quando inconscientes, a Entidade não conhece sua situação de "morto", muito menos de alguém que esteja prejudicando outro.
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Geralmente leves, registram-se no entanto, vez ou outra, ocorrências de bastante gravidade, que podem levar o encarnado até a morte (como nos casos de vampirização).