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SER
OU NÃO SER |
Ocorrência bastante comum
na história da humanidade, o homossexualismo tem sido
motivo de estudos sérios e não sérios por parte da
Ciência materialista, além de ser alvo de preconceito
por alguns setores da sociedade, inclusive o religioso.
De forma especial e um
tanto ortodoxa é a posição da Ciência, a de enxergar o
homem somente como um corpo que vive uma única
existência, cujos problemas teriam raízes essencialmente
na genética, nas células, nos tecidos, nas glândulas
etc. Isto é cercear o poder supremo de Deus. DNA, teoria
da disfunção glandular, aberração da natureza!? Jamais
se isolou ou se isolará o gen da homossexualidade. São
hipóteses que insultam a inteligência do nosso leitor,
pois não passam de desculpas para explicar um
comportamento humano, que, quando visto pelos dois lados
da Evolução- material e espiritual- torna-se de fácil
entendimento e nos dá condições de ensejar e buscar a
terapêutica correta para as criaturas que a querem,
evidentemente. Importa dizer nesta altura, que não
estamos aqui fazendo apologia ao homossexualismo, mas
sim, dizendo que, sem os princípios da Imortalidade da
alma, Reencarnação e Lei de Causa e Efeito, jamais se
chegará a uma conclusão racional sobre este assunto.
É certo também, que para
alguns, é bem mais fácil conviver com a incerteza de ser
vítima de um quebra-cabeça genético, do que assumir
posturas de vidas passadas, evidenciadas pelas
tendências atuais. Mais cômodo. Ou não... Depende da
necessidade de cada um e do uso do livre arbítrio- a
indiscutível liberdade de agir.
No Evangelho de Jesus, base incontestável
da Doutrina Espírita, encontramos em Mateus, 22: 30, a
resposta do Mestre à questão sexual: “pois na
ressurreição nem se casam nem se dão em casamento; mas
serão como os anjos no céu”. Em “O Livro dos
Espíritos”, questão 200: “Têm sexo os espíritos?”
Resposta: Não como o entendeis, pois que os sexos
dependem da organização. Há entre eles amor e simpatia,
mas baseados na concordância dos sentimentos”. Mais
claro, impossível. Jesus afirma que o espírito ou a
nossa essência, não tem sexo. E os Espíritos da
Codificação confirmam essa assertiva, dizendo que o sexo
é usado apenas para as excursões carnais. Mais adiante,
questão 201: “Em nova existência, pode o Espírito que
animou o corpo de um homem animar o de uma mulher e
vice-versa?” Respondem:
“Decerto; são os mesmos os Espíritos que animam os
homens e as mulheres.”
Posso apostar que os
machões não concordam conosco. Estão achando a
afirmativa espírita um absurdo? Reencarnar como homem ou
como mulher, conforme a necessidade de cada um... Pois
os nossos leitores homossexuais decerto não estarão
estranhando, pois a maioria deles se conhece bem, tem
noção de suas dificuldades, seus conflitos e, sobretudo,
sente de alguma forma, que há “algo mais” do que
possa afirmar a Ciência ou impor algumas religiões. E o
heterossexual, antes de acusar, deveria repensar sobre
como tem utilizado seu sexo - de forma santa e sagrada
como Deus nos pede? E os sentimentos do outro, temos
respeitado?
Agora, imagine a seguinte situação: que após muitas
encarnações como homem, fosse dado a você a oportunidade
de reencarnar como mulher... Imaginemos que, pelas leis
de Deus, esta situação seria necessária agora, além de
extremamente reeducadora, pois em outros tempos, você
teria abusado das mulheres, vilipendiado seus
sentimentos, abandonado sua esposa, ou se sabe mais o
que. Chegou um momento bendito de reparar, de sentir, de
absorver um pouco do mágico e misterioso mundo feminino.
É necessário sentir o sublime momento da maternidade, do
parto, da submissão. É necessário a você, aprender com o
sexo frágil, a ter sentimentos superiores, a ver o sexo
de forma diferente, sublimando sentimentos que o sexo
oposto não conhece
(1).
Entretanto, ao iniciar
esta nova existência, desde pequena, sua organização
psicológica difere do físico. Estranha situação, não?
Seu psiquismo converge para o masculino, mas o seu papel
tem de ser o de mulher, ou vice-versa.
Se o Espírito encarnado, não estiver
ciente de seus propósitos reencarnatórios feitos na
erraticidade
(2),
este momento é muito delicado e conflituoso. Apesar do
esquecimento do passado, intimamente mantemos
“intuições” de nosso papel na Terra. Se, no entanto,
ignoramos, ou nos revoltamos com as novas situações que
nós mesmos criamos, corremos o risco de cair em
desequilíbrios sérios, dando asas aos nossos instintos,
esquecendo-nos que estamos aqui para cumprir os traçados
da vida maior.
Esta poderia ser uma situação, pela qual
passaram ou passam, algumas pessoas intituladas
homossexuais. Situação que poderia não ocorrer, quando
então, a pessoa seria um
transexual
(3),
que, em transição de pólos sexuais, mantivesse o
equilíbrio das energias do sexo e, consequentemente, da
vida. Canalizando as forças sexuais, que residem na
mente, para o trabalho construtivo no bem, para uma vida
feliz e saudável, revendo os conceitos de prazer e
felicidade, o transexual poderia sair vitorioso
desta encarnação, encaminhando seu Espírito para a
unissexualidade, que é a situação dos Anjos.
Não estamos aqui com a
pretensão de fechar a questão, pois poderá haver outras
causas, como por exemplo, a perversão, a carência
afetiva, situações advindas da estrutura familiar e
muitas outras. Também não estamos apoiando, nem
condenando ninguém. Apenas mostramos a visão realista da
Doutrina Espírita e convidamos o leitor, a uma reflexão
mais profunda sobre o papel do sexo em nossas vidas, e,
o que é esta VIDA perante a eternidade, posto que somos
imortais!
(1)
no caso do homem, a situação estará invertida.
(2)
período que o Espírito passa entre uma encarnação e
outra.
(3)
indivíduo que inicia uma encarnação no sexo oposto ao da
anterior.
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Artigo gentilmente cedido por
ANA DULCE PAMPLONA FRADE MADEIRA
Oradora, articulista e dirigente espírita.
Centro Espírita Bezerra de Menezes - Arcos - MG
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Formatação: Damião da Silva Leão
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