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Toda convicção religiosa é
importante, todavia, se buscamos a Doutrina Espírita, não podemos
negar-lhe fidelidade.()
Por inúmeras razões precisamos preservar a incolumidade doutrinária.
Até porque, ante as funções educativas das crenças religiosas, em
geral, explica Emmanuel: só a Doutrina Espírita permite-nos o
livre exame, com o sentimento livre de compressões dogmáticas, para
que a fé contemple a razão, face a face.()
Se as religiões “preparam” as almas para punições e recompensas no
além-túmulo, só o conceitos kardecianos elucidam que todos
colheremos conforme a plantação que tenhamos lançado à vida, sem
qualquer privilégio na Justiça Divina.
A Doutrina codificada por Allan
Kardec nos oferece a chave precisa para a verdadeira interpretação
do Evangelho. Por representar em si mesmo a liberdade e o
entendimento. Há quem interprete seja a Terceira Revelação obrigada
a miscigenar-se com todas as peripécias aventureiras e com todos os
exotismos religiosos, sob pena de fugir aos impositivos da
fraternidade que veicula. Mas temos que acautelar-nos sobre esse
lisonjeiro ecletismo, buscando dignificar a Doutrina que nos
consola e liberta, vigiando-lhe a pureza e a simplicidade
()
para que não colaboremos, sub-repticiamente, nos vícios da
ignorância e nos crimes do pensamento. [grifei]
O legado da tolerância não se
pode transfigurar na omissão da obrigatória advertência verbal ante
às enxertias conceituais e práticas anômalas que alguns confrades
intentam impor nas hostes do movimento doutrinário.
Inobstante repelir as atitudes extremas não devemos abrir mão
da vigilância exigida pela pureza dos postulados espíritas e não
hesitemos, quando a situação se impõe, no alerta sobre a fidelidade
que devemos a Kardec e a Jesus.
É importante não
esquecermos que nas pequeninas concessões vamos descaracterizando o
projeto da Terceira Revelação.
É óbvio que a luta pela pureza e simplicidade doutrinária sem
vivê-la é consolidar focos de perturbação, impondo normas para os
outros, despreocupados da própria vigília.
Destarte, para
evitarmos determinadas práticas perfeitamente dispensáveis em nome
do Espiritismo, entendamos que prática de fidelidade aos preceitos
kardecianos é processo de aprendizagem com responsabilidade nas
bases da dignidade cristã, sem quaisquer laivos de fanatismo,
tendente a impossibilitar discussão sadia em torno de questões
controversas , porém não olvidemos que Espírita deve
ser o nosso caráter, ainda mesmo nos sintamos em reajuste, depois da
queda. Espírita deve ser a nossa conduta, ainda mesmo que
estejamos em duras experiências. Espírita deve ser o nome do
nosso nome, ainda mesmo respiremos em aflitivos combates conosco
mesmo. Espírita deve ser o claro adjetivo de nossa
instituição, ainda mesmo que, por isso, nos faltem as passageiras
subvenções e honrarias terrestres.()
E, ainda, Emmanuel admoesta:
Doutrina Espírita quer dizer Doutrina do Cristo. E a Doutrina do
Cristo é a doutrina do aperfeiçoamento moral em todos os mundos.
Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua responsabilidade
mais alta, porque dia virá em que serás naturalmente convidado a
prestar-lhe contas. ()
[grifei]
Xavier, Francisco Cândido. Religião dos Espíritos, ditado
pelo Espírito Emmanuel, RJ:Ed. FEB, 2003
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