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Questiona-se, com constância, sobre a vida e seus
desdobramentos. Estas reflexões normalmente levam à análise do comportamento
humano, muitas vezes caracterizados pelo egoísmo ou pela vaidade, pela
indiferença e mesmo pela ingratidão. Isso não quer dizer, em absoluto, que não
encontremos atitudes altruístas, generosas, desprendidas do interesse próprio
e voltadas para o bem coletivo. Seria injustiça qualificar as atitudes sob um
único modelo. Há muita fraternidade, sim, embora discreta. Aliás, qualidade da
própria virtude de quem faz o bem sem querer aparecer.
Porém, na área dos
questionamentos, a ingratidão sempre surge. Cria-se uma expectativa de
retorno, que não ocorre. E com essa indiferença, surgem as decepções,
frustrações e até mesmo abandono de compromissos abraçados com expectativas de
retorno, sob o ponto de vista de quem cria a expectativa.
Experimentemos, porém, agir
diferente. Notaremos que tudo que oferecemos à vida, ela devolve-nos.
Ofereçamos a amizade e teremos
muitos amigos. Estejamos a sorrir e cumprimentar as pessoas, e receberemos a
gentileza, o cumprimento, o sorriso. Estejamos atentos e receberemos atenção.
Da mesma forma, usemos de
bondade e seremos tratados com bondade. Usemos da caridade no relacionamento e
estaremos sempre cercados de cuidados. Respeitemos e seremos respeitados.
Socorramos a necessidade que ombreia conosco e jamais ficaremos desamparados.
O oposto também é verdadeiro.
Sejamos rudes e a vida nos devolverá a rudeza que distribuímos. Sejamos
indiferentes e receberemos indiferença. Desrespeitemos e seremos
desrespeitados.
Ora, é uma lista interminável
nas duas opções de escolha: aquela de procurarmos ver o bem onde nos
encontramos e aquela de só procurarmos defeitos alheios e razões para criticar
ou censurar.
É interessante que quanto mais
censurarmos, mais nos acostumaremos a censurar; quanto mais reclamamos, mais
aprenderemos a reclamar e mais reclamações estarão em torno de nós. E da mesma
forma, quanto mais ações nobres praticarmos, mais habituados estaremos na
prática do bem e da boa convivência.
É o retorno garantido que a vida
oferece a tudo que fazemos. Tudo mesmo.
É a lei de ação e reação,
incorporada aos ensinos do Espiritismo pela lógica que traz em si mesma.
Tudo que fazemos, de bom ou de
mal, retorna a nós mesmos. Se distribuímos alegria, teremos alegria a nossa
volta. Se somos promotores de perturbações, estaremos sempre envolvidos com
perturbações...
E é exatamente esta lei que
determina o mecanismo da reencarnação. Em cada existência estamos acompanhados
dos recursos ou obstáculos que nós mesmos construímos. Somos os verdadeiros
construtores de nossa felicidade ou de nossa intranqüilidade, recebendo de
retorno exatamente aquilo que semeamos. E isto ocorre nesta existência mesmo
ou surge como bagagem que recebemos ou levamos...
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