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Quem semeia a discórdia está
ateando fogo na mente alheia, e ficará envolvido nas cinzas da
revolta e nos carvões da inimizade. Todo resguardo é pouco, diante
dos impulsos da maledicência. Antes de falar, pensa: se fosse o
Cristo, o que Ele diria?
Abster-se da intimidade alheia é
vigilância nobre do homem de bem. Quando o teu próximo te faz
confidente, lembra-te da decência das respostas. Não passes dos
limites que o bom senso te reserva; cuida da meditar muito no que
irás falar; coloca-te no lugar de quem está te revelando os teus
problemas. Invertendo as posições, sentir-te-ás envolvido na
sabedoria, apoiado pelo coração.
O acatamento devido, nas
situações adequadas, estimula a tranqüilidade na consciência, limpa
o raciocínio, e promete esperança na vida, para a vida de Deus.
Sejamos discretos, no que
ouvimos, educados no que sentimos e conscientes no que falamos, para
que nossas mãos possam trabalhar livres no automatismo do bem da
vida, em favor de todos.
Emprestemos nosso concurso a todo
trabalho de benevolência, na hora em que formos convocados. Não
exigir, no momento de ajudar, é caráter já firmado nos conceitos de
Jesus e ambiente seguro para que Cristo nasça em nós.
O prazer da intriga é para quem
despreza a fraternidade.
A língua acionada pelo ódio,
corrompe o ambiente de paz.
A contenda quase sempre nasce com
o estimulante da vaidade e absorve o tempo em que o trabalho se
expressaria como progresso.
Procura ocupar a tua mente com
tudo que diz respeito à nobreza, porque o vazio é morte e a morte é
a vida que deixou de mover-se.
A prudência gera amizade, em
todos os ângulos, e a amizade fortalece o convívio humano,
dignificando a família e enriquecendo a coletividade.
Se te aparecer alguém falando dos
outros, não o repreendas com violência, porque pode ser um doente.
Às vezes, a doença nos faz esquecer que estamos ligados a todas as
criaturas, pelo amor de Deus.
Há muitos modos de não se aceitar
as idéias maldizentes, sem provocar revolta no detrator. Quem serve
como instrumento de educação, não se irrita com simples banalidades
dos que desconhecem as leis da unidade de Deus, conosco e com as
coisas. O seu amor cobre todas as faltas, e faz secar a fonte de
todas as imprudências.
Sê discreto, onde estiverdes;
cauteloso, por onde andares; e vigilante, diante das influências dos
outros, sem nunca alcançar os extremos onde o perigo maior está
rondando. Confidencia com o Cristo, no silêncio de tuas meditações,
e com o teu desejo de servir melhor aos teus semelhantes e a ti
mesmo. Ele, o Mestre dos Mestres, não deixará de te ajudar, por vias
que ignoras.
Pelo Espírito: CARLOS
Psicografia: JOÃO NUNES MAIA
Do livro: TUAS MÃOS
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