É comum, salutar, ético, agradável, e especialmente produtivo, a
iniciativa de nossas instituições espíritas na produção ou revenda
de comestíveis visando a arrecadação de fundos para manutenção de
suas atividades.
Há vários aspectos positivos e penso mesmo que nenhum
negativo, exceto se o foco principal nela estiver centralizado, já
que deve ser atividade secundária e unicamente utilizada para a
finalidade que se destina, sem exageros, onde o bom senso e o
discernimento são ferramentas seguras para orientar seu uso.
A integração dos trabalhadores, o envolvimento com a questão, a
motivação que desperta e, óbvio, os resultados que permitem
manutenção e ampliação das tarefas, são fatores que podemos
considerar altamente positivos.
Há que se reconhecer que tais recursos trazem muito progresso e,
desde que procedamos com transparência e retidão (inclusive com os
tarefeiros envolvidos), a medida torna-se valorosa e fonte de
bênçãos.
Eis que leio, todavia, na edição nº 96, do Dirigente Espírita,
de setembro/outubro/2006, na Mensagem da Presidência – Novos
Rumos, assinada por José Antônio Luiz Balieiro, na página 3, em
seu terceiro parágrafo: “(...) como saco vazio não para em pé, o
setor de finanças é premente. Renovamos o pedido para que as
entidades unidas recolham a contribuição social (...) Temos
grande percentual de inadimplência e isto provoca dificuldade para a
manutenção da área social (...)”. Depois, à página 5, em
síntese da primeira reunião do Conselho Administrativo, encontramos:
“(...) Os presentes puderam apreciar o demonstrativo financeiro,
tomando conhecimento da atual situação financeira da USE e da
importância da contribuição social solicitada anualmente aos órgãos
filiados – paga por menos da metade das Casas que compõem a
USE São Paulo. (...)”. (destaque do autor).
Todos compreendemos a luta de nossas instituições na manutenção de
suas atividades. Sabemos o quanto é difícil levantar recursos.
Todavia, há que se considerar a importância de nossa USE estadual.
Desejamos sugerir às instituições que destinem um mínimo de 5% da
arrecadação de suas promoções, destinando-os à USE. Ou 1% que seja,
caso considerem a percentagem muito alta. Ideal, todavia, seria que
a cada promoção tais recursos já fossem destinados. Dessa forma a
instituição nem sentiria e todo o movimento espírita do Estado seria
beneficiado.
Já imaginamos o montante arrecadado em todo Estado com a soma dessas
pequenas quantias? Quantos benefícios seriam ampliados em favor da
divulgação e do fortalecimento de nossas instituições e atividades?
Ninguém ignora as dificuldades econômicas da atualidade. Numa
arrecadação em promoção, a destinação de pequena porcentagem nem
aparece para quem destinou, no entanto faz grande diferença para
quem recebe, principalmente quando somada à contribuição vinda de
outras fontes e lugares.
Impossível, utópico? Não. Basta simplesmente a vontade de estar com
esse pensamento sempre em foco: colaborando com a USE estamos
fortalecendo o movimento espírita e a expansão da mensagem espírita.