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PRIMEIRO LIVRO
PSICOGRAFADO
Desde a fundação do Centro Espírita Luiz Gonzaga, Chico
integra-se ao trabalho mediúnico através da psicografia,
principalmente, sob as diretrizes da Doutrina Espírita, com o
estudo das obras básicas da Codificação, isto é, as obras de
Allan kardec.
Poetas brasileiros e
portugueses retornam do Além através do lápis mediúnico do
jovem Chico e dedilham suas liras para nos provar que a vida
continua além das contingências físicas; cada poeta em seu
estilo inconfundível. Castro Alves, Olavo Bilac, Augusto dos
Anjos, Antero de Quental, Cruz e Souza, João de Deus, Casimiro
Cunha são alguns dos poetas redivivos que escrevem através do
Chico no início de sua tarefa mediúnica.
No início de 1931 Chico
Xavier envia um maço daquelas páginas ao então vice-presidente
da Federação Espírita Brasileira, Sr. Manuel Quintão,
solicitando a análise e opinião sobre aquela produção
mediúnica. Manuel Quintão, poeta e crítico literário, além de
conhecedor profundo do Espiritismo, interessou-se por aquele
trabalho psicográfico e escreveu longa missiva ao médium
mineiro incentivando-o e solicitando o envio de todas as
páginas poéticas recebidas pelo Chico, para a formação de um
livro.
No ano de 1932, vem a
público a primeira obra mediúnica de Chico Xavier - PARNASO DE
ALÉM-TÚMULO, com prefácio de Manuel Quintão.
Humberto de Campos,
Membro da Academia Brasileira de Letras, analisa aquela obra e
diz que Francisco Xavier não havia traído nenhum dos
poetas, pois todos escreviam ao seu estilo. Pouco depois, o
grande escritor Humberto, da Vida Espiritual, iniciaria a
escrever também pelas mãos do jovem médium.
DO LIVRO: Chico Xavier
- O Homem, o Médium, o Missionário
AUTOR: Antônio Matte Noroefé |