Perturbação, Mesmo,
ou Má Educação?

       Depois de tudo o que ficou dito, deve ter-se em conta, entretanto, que freqüentemente se registra como desequilíbrio obsessivo o que não passa de inferioridade moral e de mau gênio.
       É preciso atentarmos para essas confusões.
       Em tais casos, muitas vezes os próprios interessados utilizam-se da máscara da "perseguição espiritual" a fim de tranqüilizar a consciência abalada por esses desmandos.
       Alguns, mesmo dentre os que se intitulam espiritistas, correm esse risco, em razão do que se faz urgente um alerta: não deve acreditar demasiadamente em perturbação espiritual quem não possui ainda considerável controle de suas emoções ou não conseguiu até agora uma consciência integral dos deveres morais a cumprir consoante os ensinamentos da Doutrina dos Espíritos.
       A vigilância maior para essas circunstâncias deve se efetuar no trato diário com familiares os quais, com freqüência, permanecem irredutíveis, recusando-se a aderir aos postulados espíritas, justamente porque não encontram no parente em questão, que se proclama seguidor da Doutrina, uma pessoa evidenciando esforços legítimos de evangelização.
       Além do mais, é muito provável que tal indivíduo - desde que não se renove - ofereça campo a futuras obsessões. Mas que ocorrerão, nesse caso e salvo raras exceções, por sua própria responsabilidade.