PENSAMOS BEM?


           O grosso e gélido dicionário dá a sentença taxativamente: pensar significa formar idéias. Chega a ser até interessante o conceito, mas bastante restrito, principalmente quando examinamos o alcance de um pensamento.

Grande gerador de energias variadas, o pensamento traduz de forma efetiva o grau de evolução de cada criatura da qual procede.

Quando portador de vibrações deprimentes, destrutivas, como o ódio, o ciúme, a vingança, rancor, sensualidade entre outros, atinge diretamente aquele contra quem é direcionado, alterando dessa forma, sua tranqüilidade, debilitando-o.

Ao contrário, quando o pensamento se reveste de valores superiores, como, por exemplo, compreensão, solidariedade, tolerância, perdão, alegria, saúde e outras maravilhas, revitalizam e alimentam aquele para o qual é projetada essa força, auxiliando-o com eficiência.

Entretanto, seríamos muito ingênuos pensando que a direção do pensamento, segundo suas qualidades, se dá unilateralmente, pois que sabemos da existência de uma lei inexorável do Pai Criador, que se chama ação e reação e que faz com que tudo que fazemos retorne para nós inclusive, e, principalmente, nossos pensamentos.

O pensamento é energia viva, matéria cintilante, muito mais rápida que a luz, e que mostra os anseios evolutivos do indivíduo. É uma força poderosa que deve ser disciplinada, de modo a harmonizar o ambiente em que vivemos.

A fonte da qual se irradia - a mente do Espírito - é a responsável pelo teor de sua emissão, pois o reflexo que esboça a idéia, parte dela, transmutando-a em matéria viva que é exteriorizada.

Desta forma, cada um é responsável por aquilo que pensa, e a liberdade que temos para pensar é apenas aparente, uma vez que uma emissão mental nossa pode atingir o outro, mesmo que imperceptivelmente.

Canalizada conscientemente para pontos positivos, a força do pensamento promoverá com elevação aquele que o produz e este será um repositório de luzes que reanimam, vivificam e até salvam!

Procuremos, pois equilibrar nossa mente, buscando nos conhecer melhor, a fim de domarmos nossos instintos mais selvagens, para que nossa mente seja uma usina de bênçãos, onde quer que estejamos.
 

Artigo gentilmente cedido por
ANA DULCE PAMPLONA FRADE MADEIRA
Oradora, articulista e dirigente espírita.
Centro Espírita Bezerra de Menezes - Arcos - MG

Formatação: Damião da Silva Leão