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Pedro e Miguel foram dois ilustres personagens da história recente de Mineiros do Tietê. O primeiro recebeu o apelido de "caneca" em virtude de certos hábitos, mas depois recuperou-se, embora tenha carregado pelo resto da vida o alcunha de caneca. O segundo era presença certa à frente de todos os sepultamentos, carregando flores. Ambos queridos na cidade; bondosos por natureza, prestativos, amigos conhecidos da população. O primeiro, sempre bem vestido, vivia lustrando relógios; Miguel, tradicionalmente com seu chapéu, prestava pequenos serviços para muita gente, com seu jeito todo peculiar de ser. Deixaram saudades. Não tenho aqui a data em que faleceram, mas não havia quem não os conhecesse na cidade, com a doçura que lhes era própria e as histórias para contar... Em certa época viveram juntos. Ambos residiram no Lar Espírita "José Gonçalves", onde pudemos conhecê-los melhor e conviver mais de perto com sua maneira de ser, suas angústias, alegrias, conquistas e carências, como qualquer ser humano as possui. Algo tinham em comum, entre outras características: todo dia traziam doações para o Lar. Ganhavam de tudo, desde pães, roupas, alimentos em geral, utensílios, etc. Quando não utilizavam para si próprios, beneficiavam os companheiros da habitação coletiva onde viviam. As pessoas generosas, agradecidas pelos serviços que prestavam, recompensavam-nos com mimos, utilidades, alimentos, peças do vestuário, etc, que muitas vezes eles destinavam aos demais internos do Lar. Isto é um verdadeiro mergulho no passado... Ambos, Pedro e Miguel, estão entre as centenas de pessoas assistidas, no passado ou presente, pelos 64 anos de existência do Lar Espírita "José Gonçalves". E hoje, estamos precisando de outros Pedros e Migueis. Sim, o período econômico difícil, que atinge todo o Brasil, onera nossos bolsos e maltrata principalmente as instituições de caridade, sem exceção. O aprimoramento da legislação, na área assistencial, acumulou despesas, mas são necessidades que devem ser cumpridas, pois estão corretas. Embora a ajuda nunca falte, pela presença de corações generosos que se preocupam com as dificuldades alheias, é preciso - neste momento - pedir nova ajuda aos desprendidos que gostam de ajudar. Meu caro leitor, este é um pedido de ajuda. Estamos precisando que nos ajude no Lar. Não é dinheiro. Para este vivemos fazendo promoções, como as pizzas e rondelis, etc. Na verdade, precisamos de pouco agora. Alguns itens apenas da alimentação e do material de limpeza. Um socorro para aliviar... Se você que nos lê puder, doe-nos arroz, macarrão, sabão em pó e material de limpeza em geral (papel higiênico, sabonete, detergente, desinfetante, palha de aço ou fraldas geriátricas). São poucos itens. Se cada leitor doar um item, pronto. Estamos amparados. A entrega pode ser feita na própria sede do Lar. Se possível, comunique-se com o casal Cláudio e Léia, que presentemente dirigem a instituição. Use o celular 9799-0091 ou o fixo 3646-1546. Se você estiver em Dois Córregos, ligue para Sonia no telefone 3652-4328 ou entregue sua doação na Rua José Roberto Valvassori, 645, no Núcleo Eugenio Francisconi. Porém, temos um convite: visite a instituição quando puder. Venha constatar pessoalmente a alegria do trabalho ou a responsabilidade do compromisso. Ela é uma história viva de lutas e conquistas, um autêntico patrimônio da cidade. Há quase 70 anos. Obrigado pela tua ajuda! Deus te recompense pela ajuda aos idosos ali amparados. |