
PARA ESCLARECER POSSÍVEIS DÚVIDAS
É natural que, vez por outra, apareçam pela mídia
impressa ou falada, distorções e aberrações sobre idéias, iniciativas,
atividades e mesmo atentando contra a nobreza de instituições ou pessoas. É
natural porque nem sempre quem fala ou escreve tem noção do que está falando
ou escrevendo. Sem conhecer sobre o que falamos ou escrevemos, corremos o
risco de distorcer ou apresentar inverdades.
É o que ocorre quando quem não conhece
resolve, por exemplo, falar sobre ou criticar o Espiritismo. Esses equívocos
lamentáveis ocorrem, por exemplo, quando se associa a figura de Chico Xavier
com a tal da receita para emagrecer de Chico Xavier. Um absurdo
artifício usando o respeitável nome de Chico para tentar dar credibilidade à
tola receita.
Ou associar a Doutrina Espírita a práticas de
cartomancia, leitura de mãos, tarologia, búzios, despachos, “trabalhos” para
resolver situações de desemprego, para destruir casamentos ou arrumar
namorados, etc., etc. É uma série de afirmações e diretrizes tão absurdas
que somente a ingenuidade mesmo é capaz de aceitar.
O Espiritismo é Doutrina de seriedade e amor
ao próximo e não se vincula a práticas que possam explorar o próximo, nem
tampouco a atividades que prometam curas ou soluções mágicas e apressadas
aos males humanos.
Sem iludir, explica, orienta, esclarece.
Expõe sem impor e não cria atrativos para arregimentar adeptos, embora lute
para colocar a nobreza de suas idéias à disposição de quem queira conhecer.
Sua orientação doutrinária está baseada no
Evangelho de Jesus e foi organizada pelo professor Hippolyte Leon Denizard
Rivail, célebre cidadão francês nascido em Lion, com a publicação de O
Livro dos Espíritos no dia 18 de abril de 1857, obra que contém os
princípios doutrinários do Espiritismo e que desdobrou-se em outras quatro
obras e deu surgimento aos adeptos que, por sua vez, fundaram as
instituições que levam o nome de espírita.
As instituições inspiradas pelo ideal
espírita são humanas e sujeitas aos equívocos humanos, é óbvio, pois que
formada por homens e mulheres que aderiram à idéia espírita. Porém, a idéia
espírita é de sabedoria e lucidez. As falhas decorrentes de sua prática
ficam por conta da ignorância humana. Julgar, pois o Espiritismo, pela ação
humana, é no mínimo, leviano.
Um detalhe importante é que o Espiritismo não
dita regras. Permite e estimula que aquele que dele se aproxima, conheça e
coloque em prática o que aprendeu, mas tolera e compreende as dificuldades
humanas, como reconhece que todas as crenças são importantes e devem ser
respeitadas. Sua finalidade, seu objetivo prioritário, entretanto, não é
convencer as massas, nem tampouco falar com espíritos ou realizar os
chamados trabalhos, mas melhorar moralmente os seres humanos.
Aliás esse seu objetivo exclusivo. A finalidade da presença do Espiritismo
no planeta é o aprimoramento moral do ser humano. Eis o que é
desconhecido e, por ser ignorado por quem se coloca a falar sobre, gerador
dos absurdos, equívocos e aberrações divulgadas pela mídia.
Portanto, para falar ou criticar, é preciso
conhecer, estudar. E isso com profundidade, não com a superficialidade que
normalmente se vê e se ouve.
E para
vincular qualquer prática ou atividade à nomenclatura espírita, é preciso
saber o que se está fazendo, para não correr o risco do crime de
lesa-humanidade.

|