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OS ESPÍRITOS TREVOSOS

Eles estão em toda parte procurando campo vibratório para atuar nefastamente.

Surgem quando menos o homem espera, e assumem posturas vibracionais que produzem afligentes estados d'alma, estratificando pungentes conflitos conducentes à conseqüências dolorosas.

Quando aparecem nos lares, os problemas se avultam, moralmente falando, desestruturando a paisagem doméstica; no trabalho, chegam provocando inesperadas discussões, por motivos banais, que tomam aspectos de gravidade; nos Centros Espíritas pegam inesperadamente irmãos invigilantes, conduzindo-os à discussões ásperas nas relações que deveriam ser essencialmente fraternas; em geral, irrompem sob a roupagem de inconformações urdidas nas teias das mágoas, do despeito, dos recalques, da ignorância doutrinária/evangélica; na rua e nas conduções, fazem com que nos deparemos com pessoas infelizes acalentando todo tipo de queixas, elas que estão de mal consigo mesmas e com a vida...

São os nossos conhecidos obsessores que estão sim, em toda parte.

No estado evolutivo da Terra não estranhemos a presença deles, aqueles que se constituem nas "forças do mal", cujo objetivo, consciente ou inconscientemente para muitos, é desagregar e infelicitar as pessoas, com isso se comprazendo.

Tais espíritos vivem envenenados pelo ódio, revoltados pelo tempo perdido quando não logram seus objetivos nefandos, vivendo sintonizados com as imperfeições morais e espirituais acalentadas pelos negligentes e ignorantes espíritos reencarnados, na sua maioria. Eles se alimentam de vícios, de todos os tipos de violência e de paixões degradantes, infelicitadoras.

Não ignoremos que, entre nossos afetos, eles também existem exalando o hálito morbífico da inferioridade que carregam. São eles, invariavelmente: o esposo rebelde e viciado, a genitora agressiva e alienada, a esposa carcomida pelo ciúme injustificável, o filho ingrato, o irmão venal, a filha viciada e atrevida, o chefe mesquinho e autoritário, o amigo negligente, o servidor sempre cansado e mal humorado, o companheiro falso entrincheirado na má vontade, na inveja, no ciúme e no despeito, seja espírita ou não, esteja no trabalho profissional ou no centro espírita.

Até parece que inexiste lugar para o bem, a caridade, a fraternidade e o amor, conquanto existam todos os nobres sentimentos para fazer deste mundo um planeta feliz.

E a vida aqui não é uma injusta punição como muitos pensam, mas sublime concessão do Amor do Pai, em benefício da nossa redenção, do nosso aperfeiçoamento.

Quando ele, o espírito das trevas, surgir no nosso caminho, insinuar-se em nossa casa mental com seus pensamentos desqualificados, tomemo-nos de compaixão por ele, enfrentando-o de coração puro, sem com ele debatermos nem nos irritarmos. Compaixão é o primeiro dos remédios a ser receitado para ele e que deve encontrar-se sempre disponível em nosso interior. Com tal procedimento permaneceremos livres face a qualquer de suas ciladas. Contudo, sejamos firmes, decididos, usemos mesmo de energia, caso se fizer necessário.

O espírito das trevas espera que estejamos presos ao corpo físico e, deste modo, mais limitados fisicamente, possam atormentar-nos, ferindo nossos mais justos interesses e as nossas mais caras afeições.

Quando não logram atingir-nos diretamente, de forma sub-reptícia, servem-se de pessoas que nos são caras, investem sobre elas suas maldades, atormenta-as em suas atividades para que o mal nelas despejado respingue sobre nós, intranqüilizando-nos.

JESUS no coração, não apenas nos lábios, é o antídoto contra toda e qualquer força do mal. Façamos o bem e aguardemos em DEUS.


ADÉSIO ALVES MACHADO
Escritor, Orador e Radialista.
Autor dos livros: Ser, Crer e Crescer - Elucidações Para uma Vida Melhor;
Diálogo com Deus - Preces de MEIMEI
e Verdades que o tempo não apaga, lançado recentemente. Para adquiri-los ligue: (22) 2555-4753 ou (22) 2555-1580
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Formatação: Damião da Silva Leão