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Senhor!...
Situaste-me o concurso modesto na
profissão de lixeiro e estou feliz pela cobertura que me dispensas.
Virando latas ou carregando
fardos de sujeira ou detritos, ganho o meu pão e, com isso, a tua
Infinita Bondade me garante a subsistência.
Ao agradecer-te, oh! Pai, as
bênçãos do trabalho, deixa que te expresse a minha gratidão pelos
ensinamentos a que constantemente me levas.
É verdade que me concedes o
privilégio de responsabilizar-me pelos serviços de higiene e
limpeza, entretanto, me fazes ver igualmente, dia por dia, que a tua
Misericórdia nada desdenha e a ninguém menospreza.
De todas as residências procede o
lixo que recolho, seja de palácios ou casebres, templos ou clubes,
escolas ou hospitais, no entanto, observo que toda essa sucata de
recursos domésticos pode ser reconvertida em valores novos para as
indústrias que protegem as comodidades da vida humana. E talvez o
que mais me edifica é reconhecer que do próprio esterco fazes
alimento e vitalidade, essência e perfume em plantas e flores,
através da química inteligente da Natureza.
Ajuda-nos a compreender que o
mesmo acontece na vida, dentro da qual, nas piores ocorrências,
conseguimos extrair agentes preciosos para o nosso tesouro de
experiência.
Mediante as lições que me
ofertas, por intermédio de simples resíduos nas sendas da
Humanidade, ensina-nos que coisa alguma pode ser desprezível.
Auxilia-nos a aproveitar o tempo a serviço do bem, a fim de que haja
cada vez menos lixo espiritual em nossos caminhos, e ajuda-nos a ser
fiéis ao próprio dever, para que te sejamos sempre mais úteis, em
tua obra, hoje e sempre.
Pelo Espírito: Meimei
Do livro: Diálogo com Deus - Preces de Meimei
Adésio Alves Machado |