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Deus de Bondade!...
Entre barras e lâminas de ferro,
situaste-me o trabalho que me patrocina a subsistência.
Onde a grande indústria ainda não
haja chegado, aprimorando processos de serviço, aí estou eu,
precedendo-a, entre o malho e a bigorna.
Agradeço, meu Deus, pela
concessão.
Além disso, agradeço as lições
que me propicias na atividade a que me conduzes.
Dia por dia vejo o metal simples
e inocente suportando o fogo e pancadas para ganhar os nobres
contornos de que necessita, o que me compele a reconhecer que
progresso e educação não existem sem preço.
Se o lingote sob a força de meus
pulsos conseguisse falar, decerto me denunciaria perante o Infinito
Amor que a todos nos criaste, taxando-me de perseguidor e carrasco.
Entretanto, em teu nome, sou eu
quem lhe dá linhas novas, a fim de servir em mansões e templos onde
será levado a funcionar.
Aprendo, hoje, assim, que nem
sempre sofremos para resgatar erros ou débitos adquiridos mas, sim,
para contrair o aperfeiçoamento e a beleza a que nos destinas.
Por tudo isto Senhor, ajuda-me a
suportar as lutas de que preciso, a fim de permanecer em mais
elevados climas de evolução e faze-me entender que o malho das
provas simples me trará melhoria e burilamento para que eu te possa
obedecer e servir com mais docilidade e segurança, hoje e sempre.
Pelo Espírito: Meimei
Do livro: Diálogo com Deus - Preces de Meimei
Adésio Alves Machado |