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ORAÇÃO DE ENFERMEIRA

Tempestade, tempestade,
        Por que tanto escarcéu?
        Quando o teu brado estremece
        A imagem do próprio Céu?

Conduzidas por teu braço,
        Há nuvens tremeluzindo,
        Lançando granizo aos montes,
        Lembrando feras rugindo...

Quando expeles ameaças,
        Sem limpa e justa razão,
        Quem serás? ... De onde procedes? ...
        Da ira de algum dragão?

Trazes à terra a água pura,
        Em corrente clara e mansa.
        Por que não me contentas
        Nessa bênção de esperança?

De teu seio brotam fontes,
        Gerando o solo fecundo.
        Por que não vives em paz,
        Nesses encargos do mundo?

Mas não venho criticar
        Os teus impulsos valentes.
        Quero dizer-te que eu tenho
        Trinta crianças doentes.

Não tiveram mães que as amem,
        Mas decerto que adivinhas;
        Quando apareces gritando,
        Choram de susto sozinhas!...

Tempestade, tempestade,
        Atende aos pedidos meus.
        As criancinhas doentes
        São também filhas de Deus.


Pelo Espírito: Meimei
Do livro: Diálogo com Deus - Preces de Meimei
Adésio Alves Machado



 


 

 

Formatação: Damião da Silva Leão