|
|
Ódio, Preconceito e Arma
_________________________________________
O que poderia ainda abrir as
portas da obsessão? - Estados
persistentes de ódio e
preconceito, além de desejos de
vingança e porte de armas.
____________________________________
Ao
justificar-se do crime cometido por ciúme contra a ex-esposa, que ele
deparou acompanhada de outro, um cantor conhecido, assim se expressou: "Me
deu um branco... Eu andava armado" etc. Com isso, quis alegar "privação de
sentidos".
O "branco" é o momento em que a criatura
perde o controle de si. E como o autocontrole no meio do desequilíbrio
geral e alheio é difícil de ser mantido, diante de certos impasses como o
crime relatado, tudo parece pronto para a cena final, especialmente se a
personagem em crise carregar uma arma.
Aposentando Armas
Para desarmar os
mal-intencionados, nada como um bom livro espírita ou... uma palestra bem
feita.
O jornalista Altamirando Carneiro nos traz
um caso interessante, colhido por Alamar Régis Carvalho, que se dedica à
filmagem de programas especiais para a TV, com a intenção de transmitir
ensinamentos via EMBRATEL.
Certa vez apresentou-se ao Alamar um
indivíduo que se dizia pistoleiro no sul do Pará. Vinha contar-lhe o que
se passara com ele tempos atrás. Contratado para matar um cidadão de
determinada cidade, ficara de espreita, desde a tardinha, junto de prédio
onde se daria o crime, às nove da noite.
Logo que anoiteceu, porém, houve naquele
coração acostumado com a rudeza do "ofício" um desassossego, e um impulso
para entrar num Centro Espírita das proximidades. Como ainda faltava uma
hora e tanto para o "serviço", entrou e sentou-se num dos bancos, atrás.
Passemos a palavra a Altamirando Carneiro:
O orador, que ele denominou de um "tal
de Edivardo Franco"- referia-se a Divaldo Pereira Franco, tribuno
baiano - estava falando sobre o tema: "não matar". Teve uma sensação
estranha, sentiu-se mal e resolveu ficar por ali mesmo. Envergonhado de si
próprio, resolveu não matar o homem. Solicitou a Alamar uma fita do "tal
de Edivardo Franco". Hoje, anda pelo interior do Pará, divulgando a
Doutrina Espírita. (Jornal Espírita, julho, 91).


|
|