Ódio, Preconceito e Arma

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O que poderia ainda abrir as
portas da obsessão? - Estados
persistentes de ódio e
preconceito, além de desejos de
vingança e porte de armas.
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       Ao justificar-se do crime cometido por ciúme contra a ex-esposa, que ele deparou acompanhada de outro, um cantor conhecido, assim se expressou: "Me deu um branco... Eu andava armado" etc. Com isso, quis alegar "privação de sentidos".
       O "branco" é o momento em que a criatura perde o controle de si. E como o autocontrole no meio do desequilíbrio geral e alheio é difícil de ser mantido, diante de certos impasses como o crime relatado, tudo parece pronto para a cena final, especialmente se a personagem em crise carregar uma arma.


Aposentando Armas

       Para desarmar os mal-intencionados, nada como um bom livro espírita ou... uma palestra bem feita.
       O jornalista Altamirando Carneiro nos traz um caso interessante, colhido por Alamar Régis Carvalho, que se dedica à filmagem de programas especiais para a TV, com a intenção de transmitir ensinamentos via EMBRATEL.
       Certa vez apresentou-se ao Alamar um indivíduo que se dizia pistoleiro no sul do Pará. Vinha contar-lhe o que se passara com ele tempos atrás. Contratado para matar um cidadão de determinada cidade, ficara de espreita, desde a tardinha, junto de prédio onde se daria o crime, às nove da noite.
       Logo que anoiteceu, porém, houve naquele coração acostumado com a rudeza do "ofício" um desassossego, e um impulso para entrar num Centro Espírita das proximidades. Como ainda faltava uma hora e tanto para o "serviço", entrou e sentou-se num dos bancos, atrás.
       Passemos a palavra a Altamirando Carneiro:
       O orador, que ele denominou de um "tal de Edivardo Franco"- referia-se a Divaldo Pereira Franco, tribuno baiano - estava falando sobre o tema: "não matar". Teve uma sensação estranha, sentiu-se mal e resolveu ficar por ali mesmo. Envergonhado de si próprio, resolveu não matar o homem. Solicitou a Alamar uma fita do "tal de Edivardo Franco". Hoje, anda pelo interior do Pará, divulgando a Doutrina Espírita. (Jornal Espírita, julho, 91).