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O que realmente somos e o
que realmente queremos
As pessoas que admitem a influência dos Espíritos em suas vidas possuem,
comumente, certa propensão a atribuir aos companheiros invisíveis a
responsabilidade por certas atitudes, decisões e impulsos.
Que a influência existe, não se pode
duvidar. Agora, que ela seja mais poderosa que o nosso livre-arbítrio, é
totalmente inaceitável.
É muito fácil transferir para uma força
invisível, uma atitude própria de conseqüências desagradáveis. Só as
desagradáveis, porque dificilmente se pensa que uma grande idéia, uma
inspiração genial, que deu muito certo, possa ter sido obra de um amigo
espiritual.
Podemos, sim, ser influenciados por
Espíritos inferiores e acabar fazendo coisas de que venhamos a nos
arrepender, devido a esta influência.
No entanto, nós somos responsáveis pelas
companhias espirituais que atraímos.
Os Espíritos se reúnem por afinidades.
Semelhante atrai semelhante, e andamos sempre acompanhados daqueles
Espíritos que têm mais em comum conosco. Se o mal nos influencia, é porque
ainda o possuímos dentro de nós.
Devido ao livre-arbítrio (liberdade de
agir) que o Criador deu a todos os Espíritos, nossa vontade jamais sofre
um constrangimento absoluto. Sempre fala mais alto a voz da nossa própria
consciência, a qual repudia as orientações contrárias aos seus princípios.
Fora os casos de enfermidade espiritual,
como a obsessão que pode exigir o auxílio de um grupo de desobsessão e
passes, todos nós podemos, na prática, evitar as más influências
espirituais. O LIVRO DOS ESPÍRITOS nos diz como:
1º) Praticando o bem e pondo em Deus
toda a vossa confiança, repelireis a influência dos Espíritos inferiores e
aniquilareis o império que desejem ter sobre vós. (Questão 496)
2º) Os maus Espíritos se unem para
neutralizar a ação dos bons. Mas, se o quiser, o protegido dará toda força
ao seu (Espírito) protetor. (Questão 497)
3º) A fraqueza, o descuido e o orgulho
do homem são exclusivamente o que empresta força aos maus Espíritos, cujo
poder todo advém de não lhes opordes resistência. (Questão 498)
RITA FOELKER


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