NÚMEROS E ASSOMBRAÇÕES?

Pois é! Esses dois temas me surpreenderam em minhas andanças, ao fazer palestras e lançar a obra Ontem e hoje com Kardec: sempre atual, uma parceria com o companheiro Rogério Coelho, lançado este ano pela Mythos Books, com vendagem expressiva. Neste livro comentamos trechos da Revista Espírita – fundada por Allan Kardec em 1858 – e de outras obras da codificação espírita.

           Os capítulos Números e Campo Magnético despertam especialmente a atenção dos leitores e da platéia. O primeiro deles comenta a indagação dirigida a Kardec sobre se haveria uma ciência na concordância de números e na coincidência de datas. O Codificador expressa sua opinião e submete o assunto aos Espíritos, que oferecem uma resposta instigante sobre a questão. No outro capítulo citamos sobre essas esquinas ou pontos comerciais onde nada dá certo, naquele constante abre e fecha de estabelecimentos comerciais que não conseguem se firmar.

          No primeiro caso, dos números, ligamos o assunto à ocorrência da série de polêmicas que circulou na internet, a respeito do fatídico 11 de setembro, do ataque terrorista aos Estados Unidos. No segundo caso, falamos sobre as crenças populares acerca dos chamados lugares assombrados, tão comuns...

          Não voltaremos aos temas abordados na obra, neste artigo, muito embora isso possa despertar a curiosidade dos leitores... O nosso propósito é outro!

O que desejo ressaltar é que ficamos muito felizes, pela boa aceitação desta e das outras duas obras nossas, todos marcadas por um caráter nitidamente didático: os livros Espíritos e Médiuns.  

Isso pode indicar que livros dessa natureza, de conteúdo exclusivamente doutrinário – de estudo e pesquisa da atualidade do pensamento de Kardec, tem sido bem acolhidos, demonstrando que os leitores desejam se esclarecer e sentem vontade de estudar mais sistematicamente a Doutrina Espírita.  

Ontem e hoje com Kardec: sempre atual tornou-se minha menina dos olhos pois o caráter inesgotável do conteúdo doutrinário espírita nos permite reflexões infindáveis e considerações abrangentes sobre tantos temas atuais. Daí dizerem, com razão, que o próprio amadurecimento humano engrandece o conhecimento espírita a cada dia, por si só já claro, lógico e confortador.

            Quando nos deparamos com o conteúdo da Revista Espírita, ainda desconhecida pelos próprios espíritas, sentimo-nos no dever de divulgá-la ainda mais.

Tivemos a oportunidade de selecionar alguns poucos, mas valiosos trechos dos doze volumes, publicados por Kardec, 1858 a 1869. Por ser o que consideramos uma obra de estudo, o nosso dever no sesquicentenário do surgimento deste primeiro periódico mensal espírita é incentivar a sua leitura e principalmente o seu estudo. Lançada em 1º de janeiro de 1858, oito meses depois do lançamento de O Livro dos Espíritos, a revista serviu como um “laboratório experimental para as obras e projetos futuros do Codificador do Espiritismo”.

Já na segunda edição, a nossa obra tem cumprido alguns papéis – chamar a atenção para a necessidade do estudo sistemático da doutrina espírita, divulgar o conteúdo sempre atual do pensamento de Kardec e convidar mais pessoas à leitura e estudo da Revista Espírita, que contém esclarecimentos que podem nos ajudar a encontrar respostas para as muitas questões que nos aflige hoje, passados já 150 anos.

Artigo gentilmente cedido por Orson Peter Carrara
Atualmente reside com a família em Matão-SP,
atuando na área de Assessoria Editorial.

      http://www.orsonpcarrara.k6.com.br







Artwork © Copyright Alan Giana
 

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