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NÃO HÁ EFEITO SEM CAUSA E DEUS É A
CAUSA PRIMORDIAL DO UNIVERSO
Deus é
uma coisa palpável não por Ele mesmo, mas
através de Sua criação, do mesmo modo que
átomos não são “coisas” em sua forma
atômica, mas um grande número deles
colocados juntos repentinamente se torna
visível e objeto reconhecível. No século XIX
Kardec indagou dos Espíritos, “Onde se
pode encontrar a prova da existência de Deus?”
A resposta chega de forma simples e
objetiva, com a profundidade característica
dos Espíritos superiores:
“Num
axioma que aplicais às vossas ciências. Não
há efeito sem causa. Procurai a causa de
tudo o que não é obra do homem e a vossa
razão responderá.”
Portanto, o conhecimento dos pensadores não
pode encontrar outra conclusão, senão a de
que Deus existe e é a inteligência suprema
do Universo.
A
Doutrina Espírita rejeita a fé cega,
defendendo, com argumentos, a fé
raciocinada, conduzindo as pessoas a não
acreditarem, simplesmente por acreditar, mas
a saber porque acreditam em algo. E a
principal delas é defender a prova da
existência de Deus.
Tanto foi
o cuidado de não personificá-lo que a
primeira pergunta de Kardec endereçou aos
Espíritos foi com a expressão "Que é Deus?”
Em substituição à clássica e antropomórfica
indagação: “Quem é Deus?”
Ante a
majestática obra do Criador, o Espírito
Emmanuel explica que o homem “observa
as dimensões diminutas do Lar Cósmico
[Terra] em que se desenvolve. Descobre que o
Sol tem um volume de 1.300.000 vezes maior;
a Lua dista mais de 380.000 quilômetros;
Marte, distante de nós cerca de 56.000.000
de quilômetros na época de sua maior
aproximação, Capela é 5.800 vezes maior,
Canópus tem um brilho oitenta vezes superior
ao Sol”.
O Sistema Solar possui apenas 9 planetas com
57 satélites no total de 68 corpos celestes.
E para que tenhamos noção de sua
insignificância diante do restante do
Universo, nosso Sistema Solar compõe um
minúsculo
espaço da pequena da Via Láctea
ou seja, um aglomerado de cerca de 100
bilhões de estrelas, com pelo menos cem
milhões de planetas e, segundo Carl Seagan,
no mínimo cem mil deles com vida inteligente
e mil com civilizações mais evoluídas que a
nossa.
Além do Big
Bang - Cosmologia Quântica e Deus,
é o livro publicado pelo cientista
Willem B. Drees, Doutor em Física Teórica e
Matemática pela Universidade Utrecht e em
Teologia pela Universidade de Gröningen
(Holanda), que procura demonstrar sobre a
existência de um interesse crescente pela
investigação científica baseada na certeza
da existência de Deus.
A teoria
mais moderna do início do Universo nos
remete não apenas para o Big Bang (a
grande explosão) princípio de tudo, mas,
para a idéia de vários big bangs, com
Universos cíclicos através de quatrilhões de
anos. Diante destes números pensaríamos
haver chegado na idéia do que é o Universo;
ledo engano, pois estas áreas, ou melhor,
volumes, representariam apenas 3% do que
seria a totalidade de tudo dentro do
tridimensional e espaço/tempo como
conhecemos. Os espaços interplanetários,
interestrelares e intergalácticos,
obviamente, formariam a maior parte daquilo
que chamamos de Universo.”
O grande
desafio da astrofísica, atualmente é a
chamada energia escura e as lentes do
telescópio espacial Hubble flagraram o
comportamento dessa energia um dos maiores
enigmas cósmicos.
“Ao observar supernovas, que são explosões
de estrelas, o telescópio registrou o efeito
da aceleração da luz. A descoberta deve
ajudar a explicar o que é a energia escura
que cobre quase todo o cosmos, uma força
que pode ser responsável pela contínua e
acelerada expansão do Universo, também
chamada de partícula Deus”.
A nossa
compreensão de Deus muda na mesma proporção
em que a nossa percepção sobre a vida se
amplia. É uma tarefa difícil, quando o
limitado tenta alcançar o Ilimitado, ou o
finito entender o Infinito. Assim somos nós
diante de Deus. As opiniões científicas
ainda estão divididas quanto à origem do
universo, mas há unanimidade num ponto,
existe ordem no universo.
Todos
fomos criados por Deus para a glória
celeste, caminhando pelos proscênios
terrestres, onde desenvolvemos
potencialidades interiores que nos são
herança divina esculpidas. “A dedução que
se pode tirar da certeza inata que todos os
homens trazem em si, da existência de Deus,
é a de que Ele existe; pois, donde lhes
viria esse sentimento, se não tivesse uma
base?”
E “Sendo Deus a essência divina por
excelência, unicamente os Espíritos que
atingiram o mais alto grau de
desmaterialização o podem perceber”.
Assinalamos aqui uma pequena digressão: é
interessante notar que geralmente, nós
imaginamos Deus como alguma coisa
absolutamente externa. Pensamos em Deus como
um ser ou algo separado de nós, advindo
muitos conflitos. Ora! Se o Todo-Poderoso
também está dentro de nós, podemos mudar por
nossa própria vontade. Mas se acreditamos
que o Pai celestial está exclusivamente do
lado externo, então supomos que só Ele pode
nos mudar e não nos transformamos pela nossa
própria vontade. Achamo-nos então,
constantemente, em presença da Divindade;
nenhumas das nossas ações lhe podem subtrair
ao olhar; o nosso pensamento está em contato
ininterrupto com o seu pensamento, havendo,
pois, razão para dizer-se que Deus vê os
mais profundos refolhos do nosso coração.
Albert
Einstein, físico alemão de origem judaica
que dispensa apresentações “quando, em
1921, perguntado pelo rabino H. Goldstein,
de New York, se acreditava em Deus,
respondeu: “Acredito no Deus de Spinoza, que
se revela por si mesmo na harmonia de tudo o
que existe, e não no Deus que se interessa
pela sorte e pelas ações dos homens”.
Nesta mesma ocasião, muitos líderes
religiosos diziam que a teoria da
relatividade “encobre com um manto o
horrível fantasma do ateísmo, e obscurece
especulações, produzindo uma dúvida
universal sobre Deus e sua criação”.
Tese que discordamos integralmente , pois
Einstein confessou a um assistente que no
fundo, seu único interesse era descobrir se
no instante da criação Deus teve
escolha de fazer um universo diferente e,
caso tenha tido opção, por que é que decidiu
criar esse universo singular que conhecemos
e não outro qualquer? Dizia ainda,
“Minha
religião
consiste em humilde admiração do espírito
superior e ilimitado que se revela nos
menores detalhes que podemos perceber em
nossos espíritos frágeis e incertos. Essa
convicção, profundamente emocional na
presença de um poder racionalmente superior,
que se revela no incompreensível universo, é
a idéias que faço de Deus”.
Da
megaestrutura dos astros à infra-estrutura
subatômica, tudo está mergulhado na
substância viva da mente de Deus. O físico
americano Paul Davies no seu livro
intitulado Deus e a Nova Física
afirma categoricamente que o universo foi
desenhado por uma consciência cósmica.
O Universo, portanto, constituídos por esses
milhões de sóis, regido por leis universais,
imutáveis, completas, às quais acham-se
sujeitas todas as criaturas, é a
exteriorização do Pensamento Divino.
Kardec, Allan. O Livro dos
Espíritos, Rio [de Janeiro]: FEB,
1994, Questão 4
XAVIER, Francisco Cândido. Roteiro.
Ditada pelo Espírito Emmanuel. Rio
[de Janeiro]: FEB, 1994, Cap 1.
As últimas observações do telescópio
Hubble (em órbita), mostram o
número de galáxias conhecidas de 50
milhões.
Em 1991, em Greenwich, na
Inglaterra, o observatório localizou
um quasar (possível ninho de
galáxias) com a luminosidade
correspondente a um quatrilhão de
sóis.
Que é Deus? Paulo Roberto Martins:
Artigo publicado no Jornal Espírita
de Pernambuco-Julho/2000
Revista ISTOÉ/1775 - 08 de Outubro
de 2003 - página 100
Kardec,
Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de
Janeiro: Ed Feb, 2004, item 5
Kardec, Allan. A Gênese, Rio de
Janeiro: Ed Feb, 2001, Cap. II - A
Providência, item 34.
Einstein Albert. Extraído do livro
“As mais belas orações de todos os
tempos”.
Artigo gentilmente cedido por
Jorge
Luiz Hessen
Servidor público Federal, Expositor Espírita na região de Brasília e
Goiás,
Articulista das Revistas "Reformador", "O Espírita" e "Brasília
Espírita "
E-Mail:
jorgehessen@gmail.com
Site:
http://meuwebsite.com.br/jorgehessen

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