SEM DIFERENÇAS
Tende muito cuidado em não ferir a quem
quer que seja destes meus pequeninos, porque em verdade, todos eles, embora
a vossa capacidade de enxergar não compreenda, são os meus enviados!
Carregando os fardos de aflição que o mundo
desconhece, vem a mim, procurando o alívio que o homem não lhes dá, entre a
multidão e a confiança.
Através da oração, em meio de lágrimas e
dores, chegam ao Senhor, cambaleando e esperando a alegria de serem ouvidos
e amparados em suas lutas...
O Senhor nos pede a compreensão como
esperança da nossa felicidade presente e futura. Mas, a nossa pequenez nem
sempre consegue enxergar-lhe a grandiosidade, e nesta luta secular, em que o
homem que tem, se esquece de quem não tem... Do rico desprezar o pobre; o
forte esmagar o fraco, vamos caminhando através dos séculos, sobre os
trilhos da dor sem a esperança de podermos alcançar o Alvo que tanto
almejamos.
Nesta casa de oração, em que o Senhor nos
chama para a prática da caridade e do amor junto dos aflitos e necessitados
do caminho, somos constrangidos a orar e a viajar com redobrado
entendimento, a fim de que, na hora em que todos oramos, não exista a
diferença entre irmãos.
O Deus que atende ao rico, é o mesmo que
atende ao pobre, e não há razão de que, pelo motivo de sermos diferentes na
vestimenta, venhamos a deturpar o nome do Criador.
Filhos do coração! Estamos pedindo a Jesus
a Sua Misericórdia, pois igual a estes pequeninos, a nossa alma sente a
vergonha de ter caído muitas e muitas vezes na estrada dos séculos que se
perdem, e nem pelo fato de sermos espíritos do Espaço ou almas encarnadas na
Terra, nos privaremos da necessária Misericórdia de Seu Amor para a
caminhada que nos é própria.
Amemo-nos pois, sem diferenciarmo-nos de
ninguém, porque o que em verdade nos engrandece e nos torna diferentes, são
as qualidades do coração.
04/11/1981 Paz, Amor e Caridade

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