PIEDADE
Pela bondade do Pai, nós, caminheiros do
Infinito, nos reencontramos sempre.
Pelas vibrações de simpatia ou ódio,
revivemos os dramas ou as horas de alegria do passado, ora em forma de
filhos, ora em forma de pais, resgatando o passado que se perde. Vezes
vencendo antipatias, outras vezes, criando inimizade, mas sempre unidos pela
lei da sintonia, da afinidade que nos é própria.
Daí a necessidade de compreender o cultivo
da piedade em nós na direção dos outros, a fim de que, na aplicação desta
virtude sublime, possamos alcançar a verdadeira libertação que nos dê acesso
aos Planos mais Altos da Vida.
Piedade para o filho que nos injuria;
piedade para o companheiro que nos despreza; piedade para os irmãos que nos
ferem, e piedade para todos aqueles que nos injuriam privando-nos do direito
de sermos felizes no setor em que vivemos.
Presos a indescritíveis compromissos do
passado, passamos da Terra para o Céu e do Céu para a Terra, nos degladiando
com as vibrações inferiores de que nos achamos revestidos, continuamos à
procura da paz e da felicidade, sem desvincular-nos dos pensamentos que nos
assediam constantemente, de agressão e de revide.
Enquanto nos não nos propomos a exercer a
prática do perdão incondicional em todas as nossas ações, viveremos presas
da indiferença, ódio ou rancor prejudicando a própria caminhada, e agravando
o porvir que nos acena.
Aprendamos com Jesus, a verdadeira piedade,
e apliquemo-nos na sua prática, a fim de que, pelo amor e a desculpa,
possamos nos abraçar como verdadeiros irmãos do coração, assim, como o
Senhor nos abraça na desculpa e no perdão incondicional.
03/02/1982 Paz, Amor e Caridade

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