NATAL
Senhor! Neste dia do teu
advento, tudo exala o perfume do amor.
Por toda parte,
expressões de amizade e simpatia; abraços de fraternidade e harmonia.
A humanidade inteira,
como que transportada naquelas horas de alegria em que saudavas a
coletividade humana com a tua presença de paz e luz, se regozija com a tua
chegada à Terra.
Neste dia, Senhor, não
existem fronteiras para ninguém. Nada de raças nem de crenças ... todos, sem
exceção, sentimos a mesma cota de amor que nos faz sentir irmãos do coração.
Oh! Senhor, se
pudéssemos parar o relógio do tempo! Se pudéssemos, enfim, fazer com que,
estas horas de irmandade, fossem as horas de todos os dias da Eternidade!
Como seria bom, vivermos assim, sem o clima de rebeldia que nos prejudica a
própria evolução!
Porém, amanhã, passadas
estas horas de harmonia e de paz, esquecendo-te a presença, voltamos à vida
que nos é própria, formando novamente vibrações de ambição, de indiferença e
de inimizade e embora conhecendo a verdade, voltaremos a guerrear ...
È que o homem, na
inferioridade em que se encontra, não tem forças para poder continuar na
trilha da caridade, de esquecer, de servir e perdoar.
Senhor! Embora nesta
nossa dificuldade de seguir-te as pegadas, rogamos do fundo do coração,
possamos andar de mãos dadas, sejamos crentes ou ateus. Possamos aprender
contigo, andarmos com humildade, aceitando os irmãos da caminhada sem
guerrear com ninguém.
Que tua presença
excelsa, na figura da mais pura simplicidade, se faça constante na alma
desta humanidade que chora pelo acúmulo do orgulho destruidor.
E se alguma coisa a mais
podemos pedir-te dentro do turbilhão que nos encontramos, rogamos renasça
todos os dias do ano, trazendo-nos a benção de tua paz.
25/12/1983 Paz, Amor e Caridade

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