A PIEDADE
Não te detenhas na crítica perante as
falhas de teu irmão.
Quando a dor se apresenta aos olhos do
mundo, o coração de quem sofre, já atravessou dias e noites de angústia, que
ninguém conseguiu ver.
A miséria de teu irmão, fala em silêncio
das misérias humanas que geralmente o dinheiro costuma aplaudir.
Apieda-te de quem chora. Não lhe analises
os erros; ajuda-o a se erguer.
Procura em primeiro lugar, adentrar-lhe o
coração e cultiva-lhe a amizade com vibrações de sincero amor.
Recorda o impositivo de servir para que a
vida em torno de teus pés se renove, melhore e multiplique em bênçãos de
mais amor.
Não exijas recompensas nem aguardes
gratidão. O favor de servir é o pagamento de Deus, garantindo-te a paz e
aumentando-te a esperança...
A criança maltrapilha que hoje te procura
sem cultura e sem educação, aguarda lhe ampares a existência, estendendo-lhe
a migalha de pão. Tanto quanto, a mãe desprezada e humilhada, vem
suplicar-te entendimento e perdão.
Piedade, virtude divina que nos aproxima de
Deus, libertando-nos da indiferença que mata sem remissão... És tu, a irmã
da caridade que haverá de nos despertar para o grande milagre da irmandade
universal.
Cultivemos a virtude divina, e todas as
misérias desaparecerão.
Os povos e as raças dar-se-ão as mãos, e as
barreiras de separação desaparecerão, unindo terra e Céu para alegria de
todos, e no futuro, pela presença da piedade em nós, faremos da nossa Casa
terrena, um paraíso de paz.
17/02/1982 Paz, Amor e Caridade

|