PERGUNTAS E RESPOSTAS
QUESTÕES 41 A 60

41- O que pode acontecer ao médium que ainda nutre antipatias?
     R - Como trabalhar em nome da fraternidade, se não tolera o próximo junto de si? Pode ainda tornar-se instrumento passivo das entidades que desejam prejudicar a pessoa antipatizada.

42- O que ocorre ao médium que não admita dúvidas sobre as comunicações que recebe ou reparos com vistas ao seu aperfeiçoamento?
     R - Caminha para a obsessão. Especialmente no aspecto da fascinação, um dos escolhos da mediunidade.

43- É justo o médium mencionar a presença de Espíritos a pessoas completamente estranhas à Doutrina?
     R - Excepcionalmente. Em casos especiais, de acordo com o sentimento do médium. Toda prudência é necessária.

44- Qual a influência moral do médium ostensivo, de sustentação do dirigente nas comunicações?
     R - Pela afinidade atraímos permanentemente Espíritos identificados com o nosso campo moral: viciosos, rebeldes, ignorantes, levianos ou equilibrados, serenos, instruídos, evangelizados, etc. Por isso o médium moralmente desequilibrado terá dificuldade de transmitir comunicações edificantes. Se todos os participantes da reunião nutrem sentimentos desequilibrados, o problema se multiplica.

45- Que pode acontecer ao médium que não leva a sério o esforço pela própria reeducação espiritual e julga que deve agir como instrumento da Espiritualidade apenas no horário da reunião?
     R - Será um instrumento deficiente porque em uma hora apenas, não conseguirá liberar a sua mente de ideações inferiores cultivadas durante toda a semana. Dificilmente será um instrumento ideal para os guias espirituais.

46- Particularmente no dia da reunião, qual o cuidado do médium quanto às atitudes e emoções que nutre?
     R - Ser vigilante, selecionando suas atitudes e emoções para não se apresentar à reunião com lesões íntimas comprometedoras.

47- Qual o procedimento adequado ao médium em casa, no trabalho, na sociedade e na via pública?
     R - Adotar uma conduta cristã, com equilíbrio e constante vigilância nos pensamentos, palavras e atos.

48- Em que o estudo do Evangelho colabora para o exercício mediúnico mais produtivo?
     R - Da primeira à última palavra, o Evangelho é um convite para a auto-educação, base do exercício mediúnico com Jesus.

49- Por quê estudar o evangelho se a Doutrina Espírita é por si mesma um código de moral e de conduta educativa?
     R - A Doutrina Espírita é o repositório de valores que abre verdadeira perspectiva no conhecimento do Espírito, com vistas à sua evolução. O Evangelho, no entanto, é o código moral de libertação que nos cabe compreender em cotejo com nossa conquista íntima, a fim de darmos nova diretriz à nossa caminhada. "Jesus, a porta; Kardec, a chave."

50- Podendo participar de apenas uma reunião semanal, o médium deve optar pela de estudos ou pela mediúnica?
     R - Participar de uma reunião de educação mediúnica que contém as duas partes: Estudos evangélico-doutrinários e parte prática. Se não houver uma reunião destas características, preferir, enquanto não puder estar presente às duas, a de estudos, porque é a que nos levará à instrução mais diretamente.

51- Quais as características de uma mediunidade deseducada?
    
R - Incapacidade do médium de controlar os Espíritos comunicantes, permitindo assim manifestações em momentos e locais inadequados, ou ainda, gritos, batimentos de pés e de mãos, atitudes incontidas, palavras obscenas etc.

52- Numa reunião com a presença de médiuns, obrigatoriamente há de ocorrer comunicação ostensiva?
     R - Não. Toda manifestação mediúnica deve ser espontânea.

53- É conveniente ao médium interferir quando outro está dando uma comunicação?
     R - Só em casos especiais, quando a interferência é proveitosa e com a autorização do dirigente.

54- O animismo é útil, tolerável ou prejudicial na comunicação mediúnica?
     R - Em todo fenômeno mediúnico a participação anímica do médium se faz presente. será útil, quando o médium evangelizado exterioriza de sua alma valores positivos e edificantes. Será tolerável, quando o médium, esforçando-se na superação de suas próprias deficiências, busca aprimorar, cada vez mais, o seu trabalho, transitoriamente mesclado com manifestações anímicas, nem sempre positivas. Será prejudicial, quando sistematicamente mescla as comunicações espirituais com a carga anímica eivada de conflitos e desequilíbrios da personalidade mediúnica.

55- Como proceder o médium essencialmente anímico?
    
R - Aceitando com humildade a necessidade de aprimorar a sua atuação, o médium buscará no estudo perseverante, na freqüência às reuniões de educação mediúnica e colaboração de dirigentes capacitados a orientá-lo no exercício de suas faculdades, encontrar o roteiro para superar as suas próprias limitações.

56- Que pensar do médium que, bem intencionado, busca monopolizar todo o trabalho da reunião, mesmo tendo outros médiuns presentes?
     R - Deve ser cristamente orientado na reunião de educação mediúnica e alertado sobre a importância de se dar oportunidades a todos os médiuns presentes ao trabalho.

57- Quais os riscos a que se sujeita o médium que só aceita os aspectos científicos e filosóficos da Doutrina?
     R - Deixará de se beneficiar com os valores indiscutíveis que a Doutrina nos oferece, na sua feição de cristianismo redivivo. A ciência e a filosofia são fundamentos da Doutrina, mas o seu objetivo é a evangelização do Espírito.

58- Quais os livros que devem, de preferência, ser estudados pelos médiuns e quais os indispensáveis?
     R - De preferência: literatura espírita evangélico-doutrinária em geral. Indispensáveis: Obras da codificação e de estudos da mediunidade.

59- O médium deve associar ao seu trabalho uma atividade assistencial de modo ativo e perseverante?
     R - Sim. Deve aliar à ajuda espiritual que exercita nas reuniões mediúnicas, a prática da caridade objetiva junto dos necessitados do caminho.

60- O médium deve fixar-se num determinado Grupo na execução de sua tarefa?
     R - Sim, e permanecer nele enquanto atender às suas necessidades de progresso espiritual.


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