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PERGUNTAS E RESPOSTAS
01- Qual o mecanismo do intercâmbio
mediúnico e quais os princípios básicos em que se alicerça?
R -
para que um Espírito se comunique é preciso que se estabeleça a sintonia
da mente encarnada com a desencarnada, mecanismo básico que se desdobra de
acordo com o tipo de mediunidade, estado psíquico dos agentes passivo e
ativo - valores espirituais etc. Sintonizado o médium com o comunicante, o
pensamento deste se exterioriza através do campo físico daquele, em forma
de mensagem grafada ou audível. O processo mediúnico se alicerça na
sintonia das mentes, sem o que não pode haver a comunicação.
02- Para exercer mais
conscientemente a sua tarefa, o que o médium deve conhecer do Plano
Espiritual e das leis que o regem?
R - O Plano Espiritual não compreende uma
determinada região limitada no espaço, logo os Espíritos encontram-se em
toda parte, agrupando-se por laços de afinidade. Cabe ao médium manter-se
sempre em vigilância para não entrar em sintonia com as entidades em
desequilíbrio, o que poderá acontecer, a qualquer momento e em qualquer
lugar em que se encontre.
03- O estudo acerca da casa mental
pode auxiliar o médium no exercício de sua mediunidade?
R - Sim. É de grande importância para o melhor
desempenho de sua tarefa. Sabemos que na estruturação do nosso campo
mental, todas as experiências adquiridas até a última existência se
sedimentam no plano do subconsciente. que as experiências da vida atual
são anotadas no plano do consciente e que nossas ideações futuras vigem no
superconsciente. Quando o encarnado entra em transe, o comunicante
necessita encontrar na sua mente recursos para se externar e, por isso,
quanto mais o médium amplia os seus conhecimentos, maior possibilidade
oferece à entidade para externar a sua mensagem e quanto maior o esforço
em educar-se intimamente, maior a facilidade para controlar o Espírito,
mesmo durante o transe.
04- Qual a interferência dos
reflexos condicionados no intercâmbio mediúnico?
R - A presença, a mensagem ou experiências do
Espírito comunicante podem acionar no subconsciente do médium reflexos do
seu passado, os quais comumente, interferem na comunicação. Por exemplo:
ao se ver frente a uma entidade ligada ao seu passado de dor, o médium
pode externar aspectos de sofrimento que não mais existem, mas que estão
arquivados no subconsciente e que afloram, durante o transe, com a
presença daquele irmão que compartilhou as referidas experiências.
05- Como explicar a sintonia
vibratória de um Espírito conturbado com um médium equilibrado e em estado
de confiança em Deus?
R - O médium em equilíbrio busca sintonizar com o
Espírito conturbado, pelo desejo de ajudar. Se a diferença vibratória
entre ambos é muito acentuada, os guias espirituais auxiliam o
comunicante, através de passes, para que eleve, ainda que em parte, o seu
padrão vibratório e com isto facilite a sintonia com o médium, para a
comunicação.
06- Como é possível ao médium
controlar as manifestações dos Espíritos, mesmo violentos ou
desequilibrados?
R - O pensamento do Espírito, antes de chegar
ao cérebro físico do médium, passa pelo cérebro perispirítico, resultando
disso a propriedade que tem o medianeiro, em tese, de fazer ou não fazer o
que a entidade pretende. Quanto mais educar-se interiormente o médium,
maior a dificuldade do Espírito em extravasar atitudes violentas ou
desequilibradas.
07- Mesmo quando inconsciente, o
médium é responsável pelo que ocorre durante as comunicações?
R - Na psicofonia sonambúlica, o médium cede com
mais espontaneidade os seus implementos físicos para a comunicação do
Espírito, mas afastado de seu corpo, é absolutamente consciente, daí a sua
responsabilidade no controle do Espírito comunicante.
08- Qual a condição do médium na
psicofonia consciente, na semiconsciente e na inconsciente?
R - Na psicofonia consciente o Espírito comunicante
transmite, telepaticamente, às vezes, à distância, as suas idéias ao
médium que as retrata com as suas próprias palavras. Na semiconsciente, o
Espírito comunicante, através do perispírito do médium, entra em contato
com este, atuando sobre o campo da fala e outros centros motores. Na
inconsciente, afasta-se o Espírito do médium de seu próprio corpo, que
mais livremente é utilizado pelo comunicante. Quando há inteira confiança
entre ambos, é como se o médium entregasse um instrumento valioso às mãos
de um artista emérito que o valoriza. Se o comunicante é rebelde ou
perverso, o médium, embora afastado, age na condição de um enfermeiro
vigilante a controlar o doente.
09- Deve o médium inconsciente
esforçar-se por se tornar consciente?
R - O médium deve esforçar-se sempre para ser
consciente de suas elevadas responsabilidades, mas quando é portador da
psicofonia sonambúlica, ou inconsciente, tendo neste campo assumido
compromissos espirituais, dificilmente, modificará o curso de sua tarefa,
a qual, nem por isso, deixará de ser meritória.
10- Por quê determinados médiuns
extravasam no campo físico as impressões de desequilíbrio ou rebeldia dos
Espíritos comunicantes?
R - Faltam-lhes ainda os valores da auto-educação
evangélica, porém à medida que se esforçam no estudo, na prática do bem e
na vivência evangélica, irão superando as dificuldades da prática
mediúnica.
11- Na reunião com a presença de
vários médiuns videntes e/ou audientes um ouve ou vê uma ocorrência e
outro ouve ou vê outro fato, quer dizer que há contradição ou embuste?
R - Não. Estando cada médium vibrando em sua
própria faixa evolutiva, cada um estará naturalmente, sintonizado com esta
ou aquela entidade, com este ou aquele aspecto do Plano Espiritual, pelo
que cada um registrará a presença ou fatos com os quais esteja
identificado.
12- Qual a diferença entre
inspiração e intuição; vidência e clarividência; audiência e
clariaudiência?
R - A opinião dos estudiosos sobre o assunto
diverge um pouco. Alguns aceitam como sinônimos (inspiração/intuição -
vidência/clarividência - audiência/clariaudiência), outros vêem no segundo
termo uma sutileza ou aprimoramento do primeiro: Intuição é a inspiração
quando cresce (Emmanuel - Encontros no Tempo - pergunta 34). Clarividência
seria ver melhor, ou com mais clareza (Edgard Armond - Mediunidade). A
experiência nos mostra que alguns médiuns apenas vêem entidades ou quadros
do Plano Espiritual, enquanto outros, além de verem, como que sentem o
estado íntimo da entidade ou as vibrações do ambiente (clarividência).
Enquanto alguns ouvem sons ou ruídos, outros ouvem e percebem
interiormente o estado do Espírito ou do ambiente (clariaudiência).
13- Como proceder o médium para
manter o estado de concentração durante as reuniões práticas e como
desconcentrar-se, quando preciso?
R - Concentrar é manter o pensamento voltado
a um objetivo específico, no caso de reuniões espíritas, voltá-lo
exclusivamente ao amor e à caridade, buscando oferecer o melhor de nós
mesmos. Se temos dificuldades para mantê-lo neste estado (em virtude de
preocupações rotineiras) podemos nos valer da prece como recurso de
concentração. Para desconcentrar, deve o médium voltar o pensamento ao
meio ambiente, ainda assim, alicerçado nas vibrações da prece para manter
o equilíbrio.
14- O médium deve ficar concentrado
durante toda a reunião?
R - Deve o médium, com espontaneidade, manter-se
atento ao desenrolar dos trabalhos, com o que estará aprendendo e ao mesmo
tempo à disposição da Espiritualidade para atuar quando solicitado.
Permanecer sim, à disposição do serviço, sob a égide de Jesus.
15- Qual a postura adequada do
médium à mesa?
R - Guardadas as conveniências, a mais cômoda,
porque será a menos cansativa. Evitar, porém, as posições que facilitem o
sono.
16- Numa reunião de educação
mediúnica, se o médium apesar das influências para falar, permanece
silencioso, aguardando sua vez, está sendo ele beneficiado?
R - Sim. Estará aprendendo com os outros e
exercitando em sua auto-educação.
17- Que dizer do médium que recebe
comunicações fora da mesa de trabalho, ou do local da reunião?
R - Faltam-lhe ainda os recursos da educação
mediúnica. O médium, consciente de suas responsabilidades, não se entrega
a atividade mediúnica ostensiva fora da reunião própria.
18- Como e até onde se processa a
influência dos Espíritos sobre o médium, ostensivo ou não?
R - Todos somos em nosso íntimo (mentalmente)
influenciados pelos Espíritos. Enquanto esta influência sobre o médium
ostensivo é mais direta, portanto, com reflexos mais acentuados, sobre o
médium de sustentação, ela se limita às intuições ou manipulações de
energias necessárias ao bom andamento da reunião.
19- Qual o procedimento do médium
quando intensamente assediado pelas vibrações de um Espírito
desequilibrado, quer na reunião ou fora dela?
R - Redobrar o seu estado de vigilância,
pois, pode tratar-se de um trabalho em andamento supervisionado pelos
mentores espirituais. Recorrer à oração e às leituras edificantes, porque
assim estará cooperando para a sua melhoria e a do Espírito que se
aproxima.
20- Como entender o fato de o médium
alegar que faz preces e não consegue superar o envolvimento de
determinadas entidades?
R - Às vezes as nossas preces se limitam aos
lábios. "Há diferença fundamental entre orar e declamar". No entanto, se
aliamos a mente ao coração e realmente orarmos confiantes no Senhor e o
envolvimento do Espírito permanece é porque estamos frente a um trabalho
de reajuste, expiação ou testemunho, ou ainda frente a uma oportunidade de
exercer a caridade a um necessitado. Redobremos a vigilância e confiemos
no Senhor que a solução está a caminho.
VER QUESTÕES Nº 21 A 40

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