A PRÁTICA DA MEDIUNIDADE CURADORA

Allan Kardec, no Capítulo XIV, da Segunda Parte de "O Livro dos Médiuns", definiu as características e as ações dos médiuns curadores. Porém, nesse Capítulo, ele ressaltou com  maestria a importância da prece, da intervenção e da atuação dos bons Espíritos, para que a ação curadora seja aumentada, caracterizando bem esse campo de atuação do Espiritismo.

Além disso, distinguiu, claramente, a ação dos médiuns curadores da ação dos magnetizadores. Estes tiram de si mesmos o poder magnético e não servem de intermediários para os Espíritos.

Ainda, nesse mesmo Capítulo, Allan Kardec estabeleceu valiosos ensinamentos sobre os médiuns curadores, a saber:

" Os médiuns curadores têm o dom de curar por simples toques, pelo olhar e mesmo por um gesto, sem nenhuma medicação". O fluído magnético exerce nisso um grande papel, mas existe ainda a presença de mais alguma coisa."

" Entre os médiuns curadores, a faculdade é espontânea e, às vezes, eles a possuem sem jamais terem ouvido falar de magnetismo, que é, também, uma forma de tratamento da saúde, quando empregado de maneira seguida, regular e metódica."

"Os médiuns curadores recorrem à prece, (que é uma verdadeira evocação), e agem sob a intervenção dos Espíritos, (que são uma potência oculta), caracterizando a mediunidade."

"Com a ajuda dos Espíritos, o médium curador (que é um intermediário entre os Espíritos e os homens) tem a sua força magnética aumentada pelo Espírito a que ele apela".

"Quando um médium curador evoca um Espírito bom para ajudar uma pessoa doente, o Espírito, que se interessa pelo médium e pelo doente, aumenta a força e a vontade e dirige os fluídos com as qualidades necessárias à cura".

" Muitas pessoas que são excelentes magnetizadoras, mas que não acreditam nos Espíritos, são auxiliadas da mesma maneira pelos bons Espíritos, porque eles agem também sobre os que não crêem neles".

"Todo homem que aspira o bem chama os bons Espíritos sem querer". Assim, essas pessoas dotadas de poder magnético são verdadeiros médiuns, porque agem sob a influência oculta dos Espíritos."

Com esses ensinamentos, Allan Kardec distinguiu, mais uma vez, muito bem, a ação dos médiuns curadores, que atuam no Espiritismo, da ação dos simples magnetizadores.

Adicionalmente, Allan Kardec apresentou-nos a resposta obtida dos Espíritos situando os magnetizadores, sem o saberem, entre os médiuns:

"Podemos considerar as pessoas dotadas de poder magnético como formando uma variedade mediúnica?"
"- Não podes ter dúvida alguma".

Assim, o poder magnético decorre de um tipo de mediunidade. Portanto, o poder magnético é, na verdade, uma forma de mediunidade.

Ainda, os Espíritos afirmaram a Allan Kardec que: 1) é uma suposição errônea admitir que o magnetizador tira sua força de si mesmo e que não serve de intermediário para nenhuma potência estranha; 2) os Espíritos agem mesmo sobre os que não crêem neles, auxiliando-os na cura ou nas ações no campo do bem; 3) se o magnetizador acreditasse na intervenção dos Espíritos faria coisas que poderiam ser consideradas milagres.