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A MEDIUNIDADE CURADORA FORTALECIDA
COM
O ASPECTO RELIGIOSO DO ESPIRITISMO
Allan Kardec, depois de ter publicado o
"O Livro dos Espíritos" e "O Livro dos Médiuns", publicou, em abril de
1864, o livro intitulado "Imitação do Evangelho Segundo o Espiritismo".
Mais tarde, depois de bastante aperfeiçoado e ampliado, foi reeditado com
o título de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", tendo ficado tal qual o
conhecemos hoje.
Foi graças a esse livro básico que o
Espiritismo assumiu um aspecto religioso com a missão de aclarar, melhor
explicar e complementar os ensinamentos morais de Jesus.
Assim, o Espiritismo constituiu-se no
Consolador prometido por Jesus, que veio para nos ensinar todas as coisas
espirituais e para nos relembrar acerca de tudo o que Jesus havia nos
ensinado.
Com o "Evangelho Segundo o
Espiritismo", a Doutrina dos Espíritos reviveu o Cristianismo e ressaltou
o mandamento de amor a Deus e aos semelhantes e o valor da fé e da prece.
Especificamente com relação ao poder da
prece, Allan Kardec, nos Capítulos XXVI e XXVII de "O Evangelho Segundo o
Espiritismo" ensinou-nos que:
"O médium curador precisa recorrer à
prece para obter a ação, a intervenção e a ajuda dos bons Espíritos e,
assim, ter a sua força magnética aumentada".
Além disso, sobre a aprece, que é um
ato eminentemente religioso, Allan Kardec ensinou-nos que:
Deus não vende Seus benefícios, mas
concede-os a quem os pede através da prece;
Deus assiste a quem ora, mas também
ajuda a si mesmo, segundo a máxima "Ajuda-te e o Céu te ajudará";
Deus concede ao homem que ora a
coragem, a paciência, a resignação e os meios para se livrar das
dificuldades;
Deus envia ao homem que ora os bons
Espíritos para lhe ajudar através das idéias que lhe são sugeridas;
Deus recompensa a intenção, o
devotamento e a fé de quem ora;
Deus lê no íntimo do coração de quem
ora e perscruta os seus pensamentos e a sua sinceridade;
Deus ouvem quem ora pedindo por
misericórdia e lhe concede a esperança e a oportunidade para reparar uma
falta cometida;
A prece a Deus deve ser feita com
clareza, simplicidade e concisão, tendo por objetivo fazer um pedido, um
agradecimento ou um louvor;
A prece pode ser feita em benefício
próprio ou em favor de outros Espíritos, encarnados ou desencarnados;
As preces dirigidas a Deus são ouvidas
também pelos Espíritos encarregados da execução dos seus desígnios;
As preces dirigidas aos bons Espíritos
são também ouvidas por Deus;
As preces são atendidas segundo a
vontade de Deus, porque nada pode ser feito no Universo sem a sua
permissão;
A prece coloca quem ora em relação
mental com Deus ou com o Espírito a quem ela foi dirigida;
A prece transmite o pensamento de quem
ora através do fluído que preenche o espaço universal e envolve todos os
seres encarnados ou desencarnados;
Quando uma prece é formulada por um ato
da vontade e do pensamento, uma corrente fluídica se estabelece de um ser
a outro, encarnado ou desencarnado, transmitindo o pensamento contido na
oração;
As preces chegam aos destinatários
graças a essa transmissão do pensamento através do fluído universal.
Assim, uma ligação mental se estabelece independentemente da distância
entre os seres encarnados ou desencarnados;
A prece atrai os bons Espíritos, que
assistem quem ora com boas resoluções;
Os bons Espíritos atraídos pela prece
inspiram bons pensamentos, dão força moral ante as dificuldades da vida,
suprem as deficiências espirituais, e desviam do mal aquele que segue o
caminho reto das virtudes;
A prece feita em conjunto, por diversas
pessoas, com sinceridade, com um mesmo pensamento e com uma mesma
finalidade, tem uma ação mais poderosa;
A prece em favor dos Espíritos
sofredores reergue-lhes a coragem, desvia-lhes o pensamento do mal, e
desperta-lhes o desejo de elevação através do arrependimento e da
reparação.
Assim, o Espiritismo, com o seu aspecto
religioso, reviveu os principais pontos do Cristianismo, colocando Deus
acima de tudo e revalorizando as forças da fé e da prece.
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