MEDITEMOS
Atentos à
verdade de que a morte, sendo a desencarnação da alma, nem sempre é a
libertação do espírito, não podemos esquecer que as portas do sepulcro
geralmente não acolhem criaturas purificadas, a caminho do Céu.
Há quem
parta do mundo, carreando paixões que lhe devastam a mente, quem se despeça do
corpo de carne, sob labaredas invisíveis de ódio e quem se afaste da
experiência física cultivando a erva brava da ignorância, requisitando o
concurso das horas para que se reajustem e se esclareçam.
Não
bastará, desse modo, ouvir os desencarnados e apreciar-lhes as manifestações
fenomênicas para que estejamos na estrada segura do equilíbrio e da
confiança.
Se a árvore
é conhecida pelo fruto, na pauta do ensinamento evangélico e, se não podemos
definir o fruto sem identificar-lhe a espécie, é indispensável regular o
aproveitamento do intercâmbio entre os dois mundos pelas demonstrações de
luz, que os contatos entre criaturas encarnadas e desencarnadas possam operar
claramente entre si.
Reverenciemos
os missionários do bem cuja influência salvadora nos toca de perto,
plasmando-lhes o exemplo de sacrifício e compreensão humana em nossas
próprias vidas e esqueçamos todos aqueles companheiros de jornada terrestre
que, menos felizes que nós mesmos, ainda se confiam ao menor esforço e à
ociosidade, à ilusão e ao personalismo inútil, porque, acima de tudo, somos
localizados na gleba do tempo para aprender e auxiliar, amar e redimir.
Essa a
razão pela qual o Cristo, ainda e sempre, é o nosso mais alto padrão de
Humanidade, ensinando-nos separar o trigo do joio em nosso próprio coração,
para que no reino escuro e egoísta de nosso próprio "eu" saibamos
procurar e abraçar, pela sublimação de nós mesmos, o Reino Imarcescível de
Deus.
DO LIVRO: Semeador em Tempos Novos
Pelo Espírito: Emmanuel
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
