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MATÉRIA E ESPÍRITO
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O que somos Afinal, o que somos? Somos matéria? Somos espírito? Existe unicamente a matéria? Existirá o espírito imaterial, indestrutível e imortal? Para os materialistas, só existe a matéria. O espírito não existe. O espiritual, o imaterial é produto da imaginação dos religiosos e dos místicos. Para eles, tudo é matéria, somente matéria. O Universo é obra do acaso - matéria resultante da própria matéria. É incrível, mas é verdade: mesmo olhando o maravilhoso espetáculo de um céu estrelado, os materialistas não conseguem despertar em si próprios aquele sentimento natural que lhes falta, intimamente, da existência de algo além da matéria, algo imaterial, que rege a harmonia do Universo. Entretanto para nós existe alguma coisa além da matéria grosseira. Existe o espírito, o imaterial. Temos, além do corpo carnal, uma alma. Acreditamos na imortalidade, na continuação da vida depois da morte, na espiritualidade, em Deus. O Universo não é obra do acaso: é criação de um Ser Supremo: Deus, concebido e sentido pelos homens desde os primórdios da inteligência e da razão. Sabemos que a concepção de Deus depende da evolução intelectual, moral e espiritual do homem. À medida que a humanidade evolui, a concepção de Deus torna-se menos material, mais sutil, mais subjetiva, mais elevada, mais espiritualizada. Os povos primitivos tinham idéias materiais e grosseiras: impressionados com os fenômenos da natureza, viam neles, de alguma forma, a própria divindade. Eram deuses, para eles, vulcões, raios e trovões. Nossos índios adoravam Jaci, a Lua, e Coaraci, o Sol, influenciados com os astros que presidem o dia e a noite, além de Tupâ. Os povos antigos do Alasca adoravam os Totens, esculturas em madeira, de aspecto diferente de acordo com a tribo. Os animais foram adorados nas civilizações antigas. Basta que nos recordemos do Bezerro de Ouro, fundido e adorado pelo povo de Israel, instigado por Aarão, quando da ausência de Moisés, que se recolhera ao Monte Sinai, onde receberia as Tábuas da Lei. Os egípcios (politeístas) tinham inumeráveis deuses, representados por animais ou por figuras humanas com cabeça de animais. Foram por esse povo adorados: touros, rãs, cordeiros, chacais, macacos, íbis, falcões, crocodilos, abutres, peixes e diferentes outros. O deus Hórus era um falcão ou um homem com cabeça de falcão; a deusa Neith, um abutre; Suchos, um crocodilo, Anúbis, um chacal. A mitologia greco-romana foi riquíssima em homens-deuses e mulheres-deusas que presidiam as mais variadas atividades humanas. Desde Atlas, que sustentava o mundo em seus ombros, Minerva, a deusa da sabedoria, ao grande Júpiter (romano) e Zeus (grego). Ainda hoje a maioria das religiões concebe Deus antropomorfo, quase humano, às vezes simbolizado por um velho de barbas brancas, diminuindo-lhe a incomensurável e inconcebível grandeza.
Do livro: Tire suas dúvidas - Grandes Temas
Espíritas |
Formatação: Damião da Silva Leão