|
A sabedoria propõe imparcialidade
em todos os atos da vida. Mesmo nos mais curtos instantes da
invigilância, com que julgamos os outros. A justiça, sem violência,
é bênção de Deus a favor dos homens. Uma das maiores dificuldades da
Alma consiste em deixar de sentir prazer, quando vê alguém, que não
lhe seja simpático, sendo corrigido pela Lei. O direito, quando mal
entendido, torna-se vingança.
Quando o nosso amor vive no clima
do egoísmo, há facilidade de se tornar em ódio. Enquanto as
pretensões exigidas forem cumpridas, ninguém pensa em justiça, nem
em direitos. Mas, quando a criatura subjugada tentar libertar-se, o
agressor se revela, querendo aplicar métodos inadequados, para
satisfazer à sua imprudência.
Todavia, a probidade divina
entrepor-se-á aos dois, inspirando-os para que a consciência seja o
juiz, e o respeito seja a paz.
O perdão veio aprimorar a
justiça, e mostrar que Deus é misericordioso.
Tens facilidade de perdoar aos
teus familiares, e pessoas que desfrutam do teu amor. No entanto, já
experimentaste esquecer as faltas dos que te ofendem? Eis o trabalho
do amor universal.
Já dissemos, alhures, que a
justiça não pode ser executada por nosso intermédio, e não devemos
pensar em saber quando, e a quem vai atingir.
Na Terra, ela se parece demais
com a maldade.
Principalmente quando fazemos
parte da corrigenda.
O sábio sente tudo e todos nas
mesmas linhas de igualdade.
O Santo, no lugar da justiça,
coloca amor.
O justo nunca ofende, porque vê
no próximo a sua própria presença.
A caridade é a presença divina,
dando as mãos às criaturas, na subida da vida.
Onde se prega muito a justiça,
ronda a ignorância.
O Cristo é a personificação do
amor, a nos ensinar o caminho da verdade, que dignifica e liberta.
Pelo Espírito: CARLOS
Psicografia: JOÃO NUNES MAIA
Do livro: TUAS MÃOS
|