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A complexidade do ser humano, de
certo modo, ultrapassa alguns dos mais apurados raciocínios.
Aproveitando o versículo em pauta, é bom que se note que muitos
ricos sentem felicidade em dizer que são pobres, e pobres, grande
prazer em falar que são ricos.
Conforme a intensidade das
idéias, vivemos o que realmente pensamos.
Tanto a riqueza quanto a pobreza
são ilusões necessárias, astros volantes que passam nos céus, de
todas as vidas, consertando destinos e modificando conceitos dos que
viajam com eles.
Quem gosta de dizer que fez isso
ou aquilo na vida; que o que tem foi ganho com toda a honestidade,
sem que ninguém o ajudasse, sempre afirmando que aquele que nada
possui se esqueceu de trabalhar... coloque as suas opiniões de
molho: louvor em boca própria é desmerecimento na própria conduta.
O que fazes de bom, não sejas tu
o anunciador, para que a tua fala não seja desprevenida de modéstia,
nem falsificada pela vaidade.
A inversão tem seu valor, no
lugar adequado...
E muitas delas precisam que
esteja presente o Silêncio!...
Quem teme que o bem que faz fique
escondido desconhece as leis de Deus. Nem o bem, nem o mal de que
nos fizermos instrumento permanecem ocultos.
Tudo que fazemos fala por si
mesmo, atingindo desde os ouvidos humanos até as pulsações do éter.
Não há dúvidas que o nosso
pensamento deve estar positivo, em tudo quanto a nossa missão nos
impuser. Contudo, a experiência nos mostra, com clareza, que as mãos
têm de ficar ocupadas.
Se não fazes nada, e diante dos
outros fazes tudo, nas linhas da teoria, praticas inversão
perigosa!... Se fazes tudo, e negas o concurso que o testemunho te
convida a dar, para que os outros também façam alguma coisa, não
deixes de falar um pouco no valor do trabalho, sem esquecer a
decência.
Não devemos nos apegar nem às
riquezas nem à pobreza, em se referindo às coisas materiais.
Devemos, sim, procurar trilhar os
caminhos que nos levam à verdade, para que abreviemos o momento em
que possamos quebrar os grilhões que nos prendem, e suspendermos as
mãos, livres, para os céus.
Pelo Espírito: CARLOS
Psicografia: JOÃO NUNES MAIA
Do livro: TUAS MÃOS |