INTERESSE
O interesse
é força do ideal. Não poderemos viver sem ele, porém, sem disciplina ele
contamina o idealismo, com a usura.
Ser bom é
extraordinariamente bom, mas o cuidado com os bajuladores é indispensável,
para que posas manter a bondade pura.
Os
aduladores não sabem o mal que fazem, na aparência de bem, e esse mal é tão
sutil que costuma enganar até mesmo os escolhidos.
A posição
de generoso é um tanto quanto difícil, pois ele está sempre rodeado pelos
interesseiros que só visam ao próprio bem. E, quando diminuírem as suas
dádivas, começa o benfeitor a encontrar muitos inimigos.
Devemos ter
interesse em tudo o que fizermos, dependendo da qualidade desse impulso que, bem
orientado, é vida, que desperta vidas.
Diz o
provérbio que todos são amigos dos que dão presentes. Eis porque surgiu esse
"slogan" romano: "O povo quer é pão e circo".
O interesse
coletivo, do povo e do governo, é o mais acertado. Os partidaristas e os
individualistas, falham, pelo egoísmo.
O interesse
de ser útil a qualquer criatura e em qualquer situação, sem que a exigência
o macule, é força divina no ideal humano.
Quando
alguém te louvar muitas vezes pelo simples cumprimento do teu dever, não dês
atenção. Pode ser as trevas querendo te esmorecer no bem.
E, quando
deres alguma coisa aos outros, não exijas nada em troca, pois tal atitude é
proveniente da mesma sombra, manifestando-se por linhas diferentes.
Sê
generoso, mas cuidando da tua generosidade em silêncio. Distribui presentes,
tanto quanto puderes, sem que perturbes as tuas necessidades, e sem que os sinos
da vaidade invadam os teus sentimentos.
Procura
despertar alegria, mas que ela não nasça em assuntos que deturpem a moral
evangélica. Esforça-te para amar a todos, mas vigia para que esse amor não
venha a desmerecer o próprio amor universal.
Interessa-te
pelos interesses de todos, e faze companheiros pela causa comum.
Não
confundas gratidão com outras mesquinhas atitudes. Esse gesto é uma nobreza de
Alma para Alma, que reconhece os benefícios recebidos sem propaganda; é coisa
que o generoso sente por atitudes que o silêncio sabe levar ao seu coração
magnânimo, que o beneficiado endereça como sendo estímulos para mais amor.
Pelo Espírito: CARLOS
Psicografia: JOÃO NUNES MAIA
Do livro: TUAS MÃOS
