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Aquela segunda feira a
noite era dia de apresentar trabalho na faculdade, todos tinham que
subir na tribuna e ... falar em público.
Aquilo era um tormento para
Paula que definitivamente não gostava de se expor.
Achava sua voz fraca, julgava-se
sem postura, pensara até mesmo em desistir do curso em
virtude de seu pavor de falar em
público.
Começou sua apresentação, o
nervosismo era visível, com voz baixa Paula gaguejava o tempo todo,
as idéias não encontravam conexão, não conseguindo se concentrar,
bradou em voz alta:
-
Detesto tudo isso, sou insegura e não me
considero CAPAZ de estar aqui, vou embora...
Diante de tal fato a professora
foi peremptória:
-
Não aceito seu argumento de que é incapaz,
insegura e que tem a voz fraca, quando você esbravejou, estava
segura e consciente, por favor, continue sua apresentação.
O que acontecerá se todos os
voluntários de entidades filantrópicas começarem a se julgar
incapazes de realizar seu trabalho com amor e carinho por terem
limitações de diversas ordens.?
O que acontecerá se a mãe que
acalenta o filho se julgar incapaz de cuidar de seu pequeno?
O que acontecerá se começarmos a
nos considerarmos incapazes?
Fatalmente triunfará as trevas
ao invés da luz!
Até quando deixaremos de
acreditar em nós?
Até quando deixaremos de auxiliar
o próximo por nos julgarmos incapazes?
Até quando deixaremos de
participar da vida por nos sentirmos incapazes?
Na seara de Jesus há muito
trabalho a ser feito , trabalho este que não pode esperar nossa
acomodação em uma suposta incapacidade que se esconde na má vontade
para aprender.
Nesse particular Madre Tereza de
Calcutá nos dá uma sublime lição de vida.
“SEI QUE MEU TRABALHO É UMA GOTA NO OCEANO.
MAS SEM ELE, O OCEANO SERIA MENOR...” - Madre Teresa de Calcutá
Consciente, não deixou a desculpa
da incapacidade triunfar em sua jornada, sabia das dificuldades e
dos percalços que tinha no caminho a percorrer, entretanto,
corajosamente se julgou capaz de auxiliar e amar o próximo!
Não vamos deixar que as sombras da falta de motivação nos
direcionem!
Poderemos assim bradar em voz alta:
INCAPAZES, ONDE ???
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