Anna Jarvis foi idealizadora do Dia das Mães. Ela quis homenagear a própria mãe, cujo falecimento provocou-lhe enorme sofrimento. Anna nasceu nos Estados Unidos, em 1864. Aos 41 anos, quando a mãe faleceu, sua vida sofreu completa revolução, embora ela fosse a principal beneficiária da considerável herança materna, pois a idéia de homenagear a  própria mãe – e as demais mães  –,   tomou enorme vulto e ultrapassou as fronteiras nacionais.

                Começou sugerindo a idéia ao Prefeito de Reyburn, da Filadélfia. Depois, escreveu a governadores, congressistas, industriais, autoridades; distribuiu folhetos sobre seu plano, começou visitar outras cidades e fazer conferências. Em pouco tempo, já viajava para outros países e durante o tempo que viveu nesta luta 43 países adotaram o Dia das Mães. O Brasil foi um deles.

                Porém, a luta de Jarvis tornou-se sua grande frustração. Escreveu, desesperada, para centenas de jornais de todo o mundo: Estão comercializando o meu Dia das Mães! Não era isso que eu pretendia! Esse é um dia de sentimentos e não de lucros!, referindo-se à exploração comercial de sua idéia original. Como ainda ocorre até hoje.

                Wallace Leal V. Rodrigues, que foi Redator-Chefe da Casa Editora O Clarim durante mais de 25 anos, resolveu, porém, homenagear o esforço de Anna Jarvis. Como é do conhecimento geral, a Casa Editora O Clarim foi fundada por Cairbar Schutel em 1905.

                No início da década de 70, Wallace reuniu mensagens, poemas e crônicas sobre as mães e publicou o livro Mãe. Trata-se de uma coletânea específica sobre o tema na psicografia de Chico Xavier.

                Chico Xavier nasceu em 1910 em Pedro Leopoldo-MG e faleceu em 2002, na cidade de Uberaba, no mesmo Estado. Como se sabe, Chico foi o maior médium espírita de todos os tempos. Sua produção psicográfica ultrapassou 400 livros de centenas de autores espirituais. Reconhecido internacionalmente como autêntico homem de bem, sua vida é exemplo para quantos queiram  seguir roteiro da simplicidade e de amor ao próximo. A psicografia é fenômeno estudado e explicado pelo Espiritismo, especialmente através de O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, e se enquadra dentro da naturalidade da mediunidade, que nada mais é do que faculdade humana que permite o intercâmbio entre pessoas humanas e os espíritos (seres que deixaram a vida pelo fenômeno biológico da morte do corpo).

                A obra tem páginas belíssimas, de profunda sensibilidade e suavidade. E, neste momento de homenagens sinceras às mães, eis nossa lembrança à significativa data. Algo diferente, elevado e especialmente dedicado ao coração materno, apesar de todo apelo comercial. Preferimos pensar como Anna Jarvis.