HISTÓRIA DE MÃE
Maria começou assim sua história:
"Ao vermos um órfão abandonado, doente, devemos entender a bondade de Deus. Na
minha última encarnação, tive um filho, que criei com todo amor de mãe. Meu
marido e eu éramos trabalhadores, possuíamos uma bonita fazenda. Fiquei viúva,
passei a me dedicar ainda mais ao meu filho, que logo mostrou-se rebelde,
agressivo. Ele casou-se com uma boa moça, vieram meus netos. Meu filho começou a
beber, a farrear, a gastar nossa herança. Chamei sua atenção muitas vezes e
comecei a negar dinheiro. Ele, então, envenenou-me.
Para os que ficaram, morri de um ataque do coração. Meu filho chorou no enterro.
A vida continuou: ele entre farras e eu no plano espiritual. Tentei recuperá-lo.
Em vão. Desencarnou e foi atraído para o umbral, onde sofreu por anos. Veio o
remorso, em aflição sentiu seu crime. Rogou perdão e socorro, pude ajudá-lo. Nos
meus braços, chorou amargurado, o remorso o corroía. Teve a reencarnação por
bênção. Esqueceu de tudo. Hoje vive num orfanato, foi abandonado. No passado,
teve lar, pais, não deu valor. Agora necessita aprender. Sofre ataques que
lembram a morte por envenenamento.
Não o abandonei, vou sempre visitá-lo, abraço-o incentivando-o a ter paciência.
É resignado. Agora, encarnado, sofre bem menos que desencarnado, quando o
remorso o atormentava.
Sou grata a quem cuida dele. Peço sempre aos bondosos corações misericórdia para
os que sofrem. Sou grata ao Pai que por sua bondade dá sempre novas
oportunidades e não condena seus filhos ao castigo eterno."
Nós, irmãos, devemos ser sempre solidários aos que aprendem pela dor, mas como
exemplo, não desprezemos a oportunidade de aprender pelo amor.
Pelo Espírito: ANTÔNIO CARLOS
Psicografia: VERA LÚCIA MARINZECK DE CARVALHO
Do livro: SEJAMOS FELIZES
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