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HABILIDADE

Habilita-te, quando puderes, na escola do bem, sem que a vaidade te peça compensação. Cuida de servir, sem que o orgulho provoque superioridade, e alegra-te com o teu poder de confortar aos outros, não deixando que a tua razão estimule, no meio dos teus nobres sentimentos, a falsa posição de Santidade.

À habilidade das tuas mãos no bem comum, corresponde a tua paz;

Quando, diante dos teus companheiros, trocares, cumprimentos que o faças de maneira afável, deixando que tuas mãos transmitam todo o magnetismo de fraternidade de que o teu coração se faz portador. Jamais esqueças o sorriso, nessa operação divina. Ajuda, pelo pensamento, as tuas mãos, a ajudarem mais.

"Quem de direito" requer o teu amparo é aquele que mais próximo se coloca em teu caminho.

Não te furtes a fazer o bem, na correspondência do anseio. A ajuda na hora certa é melodia grandiosa para a Alma aflita; é tranqüilidade para o irmão desesperado; é alimento para a vida.

procura fazer a caridade sem opressão de consciência, por amor aos teus semelhantes. Se ainda não te conscientizaste desse dever maior, faze como puderes, não te esquecendo, no entanto, de fazê-lo.

O Espírito habilidoso não se aborrece com certas contradições, pois reconhece que cada criatura se encontra em faixa de vida diferente uma da outra, com direitos que nos pedem respeito.

O bem não se prende somente naquilo que achamos melhor para os outros; ele se apresenta de acordo com as situações de cada Alma, e nasce no calor de cada virtude. Um de teus companheiros mais aprazíveis é o alardear o que fazes de bom. Mas isso oprime a ti mesmo, e contradiz o amor, que nunca exige. O primeiro impulso de quem ajuda é anunciar o que faz, iludindo que se conforta em mostrar o que realizou, o que, em muitos casos, recebeu tanta ajuda de outros no ato benfeitor que, se dividíssemos os esforços, ficaríamos com as mãos vazias.

Habilidade é aprimoramento; aprimoramento é persistência nos nossos deveres, e muitos deles requerem mãos habilidosas.

Empenhemos com Jesus na renovação, nossa e das coisas, pedindo sempre a Deus nos inspire na prática da benevolência, quando em nossas mãos estiver o poder de fazê-la.


Pelo Espírito: CARLOS
Psicografia: JOÃO NUNES MAIA
Do livro: TUAS MÃOS


 

 

 

Formatação: Damião da Silva Leão