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FORA DE CASA? NÃO!!!
Tenho um
amigo que não admite em hipótese alguma a
mulher trabalhar fora de casa, diz com o
maior orgulho que lugar de mulher é na
cozinha, e para comprovar sua tese,
utiliza algumas frases que eram a bússola do
comportamento feminino nas décadas de 50 e
60.
O LUGAR
DE MULHER É NO LAR. O TRABALHO FORA DE CASA
MASCULINIZA. (Revista Querida, 1955)
Convidei-o então a meditar em torno das
lições de O Livro dos Espíritos que foi
escrito bem antes das décadas de 50 e 60,
mais precisamente no ano de 1857, embora bem
mais velho, veremos a atualidade das idéias
dessa obra.
No
capitulo IX “Igualdade dos direitos do homem
e da mulher”, na questão 819, Kardec faz a
seguinte indagação aos Amigos Espirituais:
819 –
Com que fim mais fraca fisicamente do que o
homem é a mulher?
R –
Para determinar funções especiais. Ao homem,
por ser mais forte, os trabalhos rudes: á
mulher, os trabalhos leves; a ambos o dever
de se ajudarem mutuamente a suportar as
provas de uma vida cheia de amargor.
Não
podemos deixar de salientar que nas décadas
de 50 e 60 prevalecia a força física no
trabalho e não o intelecto, com o avanço da
tecnologia e das idéias humanas vimos a
mulher com sua sensibilidade deslanchar no
trabalho fora do ambiente doméstico, sem
perder sua feminilidade.
Hoje
executam com extremo sucesso os papeis de
mãe, amiga, esposa e profissional,
porquanto, não é o sexo que faz a boa
qualidade do trabalho, mas sim, o espírito
que o anima.
E para
esclarecer de vez a questão, voltaremos um
pouco na referida obra, mais precisamente no
capítulo IV “Sexo nos Espíritos”, vejamos a
questão de nº 201
201
– Em nova existência, pode o Espírito que
animou o corpo de um homem animar o de uma
mulher e vice-versa?
R –
Decerto, são os mesmos os Espíritos que
animam os homens e as mulheres.
A
roupagem feminina ou masculina que
utilizamos em nossas encarnações condizem
com nossas necessidades evolutivas, ora aqui
peregrinamos como homem, ora como mulher.
Sendo
realidade relativa vivermos como homem ou
como mulher, de realidade absoluta ficam as
experiências que agregamos a nosso Espírito
Imortal.
Portanto, leitor amigo, ao se deparar com
um machista ou uma feminista incorrigível,
que exala preconceito por todos os poros,
auxilie-o a inovar suas concepções.
Dê-lhe
de presente um exemplar de “O Livro dos
Espíritos”!
Artigo gentilmente cedido por
Wellington Balbo
Baurú - SP
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