
FECHOU O CENTRO?
Infelizmente fechou. Já faz muitos anos. Fechou e não abriu
até hoje. Foram mais de 30 anos de dedicação ao próximo, de divulgação espírita,
de atendimentos, passes e trabalhos. Um fato, porém, impressionante, fruto de
nossas fraquezas humanas, determinou o fechamento da instituição.
Tudo estava sob supervisão do dedicado dirigente.
Estava em suas mãos todo o complexo de atividades, concentrando e centralizando
em si mesmo a direção de todas as atividades, embora movimentasse numerosa
equipe de colaboradores. Um dia, no fato natural da vida humana, ocorreu a
desencarnação de sua mãe.
Ele revoltou-se e literalmente “brigou” com Deus.
Em brados de revolta gritou aos céus: “Estou aqui há mais de trinta anos
trabalhando e o Senhor leva minha mãe? Pois vou fechar o Centro”. E fechou
mesmo! Pode? E nunca mais abriu.
A pequena história realça o que é o entendimento
da Doutrina Espírita. Ele, o entendimento está sujeito aos nossos estágios de
maturidade para bem compreender seus fundamentos. Ora, a desencarnação de
qualquer um de nós é um fato natural, corriqueiro digamos no aspecto geral da
evolução dos espíritos.
O fato é que pequenos equívocos de entendimento,
tentativas de adaptação aos nossos caprichos e melindres que nos permitimos
alteram totalmente a realidade dos fatos e levam a prejuízos e caminhos nem
sempre recomendáveis...
Isso em tudo. Toda vez que deixamos de
raciocinar, toda vez que deixamos de analisar com isenção de ânimo, e sempre que
nos fechamos em pontos de vista individuais e fechados corremos o risco de
colocar a perder grandes oportunidades de progresso e auxílio ao próximo. Tudo
porque nos trancamos em idéias exclusivistas e estacionárias.
Melhor arejar a mente para perceber as maravilhas
que nos cercam e os motivos de entusiasmo para direcionar nossos esforços no bem
geral e de nós mesmos.
Uma boa dica para bem entender essa ampla questão
é ler os livros Despedindo-se da Terra e Esculpindo o Próprio Destino,
ambos na psicografia do médium André Luiz Ruiz e ditados pelo Espírito Lúcius,
com edição do Instituto de Difusão Espírita.
Com profundos esclarecimentos sobre a complexa
questão das escolhas, do livre-arbítrio, dos condicionamentos que criamos a nós
mesmos, da ausência de raciocínio diante dos desafios, do desespero que nos
permitimos, e mesmo da imaturidade perante diferentes questões da vida humana,
referidas obras oferecem vasto material de reflexão. Não deixe de ler.
Entenderemos com mais precisão a postura fechada de determinados
posicionamentos, sempre tão prejudiciais e onerosos à paz e harmonia que
procuramos.
Afinal, como indica a resposta à questão 970 de
O Livro dos Espíritos, os sofrimentos dos espíritos são tão variáveis
quanto às causas que os produziram. Tanto que dizem os espíritos na referida
resposta: “(...) Podem se resumir assim: invejarem tudo o que lhes falta para
serem felizes e não poderem obtê-lo; verem a felicidade e não poderem atingi-la;
desgosto, ciúme, raiva, desespero daquilo que os impede de ser feliz; remorso,
ansiedade moral indefinível. Eles têm o desejo de todos os prazeres e não podem
satisfazê-los, e é o que os tortura”.
Para não alongar
a abordagem, considerando a abundância de reflexões que referida resposta
comporta, sugiro ao leitor ampliar mentalmente as considerações devidas à velha
e sempre questão dos relacionamentos humanos e seus desdobramentos.
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