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Experimentações Mediúnicas
Ao leitor espírita não
habituado ao interesse pelo campo da
pesquisa espírita, gostaria de sugerir a
leitura do livro cujo título usamos
igualmente nesta matéria. O livro, de edição
CELD, de autoria de L. Palhano Junior (1),
traz ainda o subtítulo A propósito das
pesquisas psíquicas de Willian Crookes.
Willian
Crookes foi notável químico e físico inglês;
viveu numa época de grandes homens da
ciência e igualmente de grandes descobertas
científicas que mudaram a história da
humanidade. Respeitado e muito considerado
como homem de ciência, foi procurado por
Florence Cooke (2) – médium de grande
potencial mediúnico na área de
materializações de espíritos – e utilizando
métodos científicos de observação e
experimentação –, comprovou cientificamente
a existência e manifestação dos espíritos,
especialmente através das materializações do
Espírito Katie King que, durante três anos,
submeteu-se ao critério científico de
Crookes. Este, por sua vez, teve a coragem
de publicar o resultados de suas pesquisas,
todas sob rigoroso método de ciência pura.
Assim como
Wallace Leal V.Rodrigues, que também focou
sua atenção no assunto através do livro
Katie King (3), o livro de Palhano é rico de
informações na área da pesquisa. Todo leitor
que se entregar, ávido de novos
conhecimentos, terá na obra um tesouro de
informações. Recomendamos, pois, com muita
ênfase, a obra, especialmente para estimular
o contato com o campo científico de pesquisa
dos fenômenos produzidos pelos espíritos.
Diga-se de passagem, atualmente um tanto
esquecido.
Ocorre dizer,
como sabe o leitor, que o Espiritismo
apóia-se sobre tríplice aspecto: ciência,
filosofia e religião. O aspecto religioso
tem prevalecido em nossas instituições; o
aspecto filosófico tem bom alvo de enfoques
e abordagens, mas o aspecto científico está
um pouco esquecido. Há que se pensar nos
fenômenos que ocorrem sob ação mediúnica ou
até mesmo anímicas. Psicografia, psicofonia,
materializações e tantas outras
manifestações podem e devem ser objeto de
pesquisa. Com método científico, é óbvio,
onde estão presentes a observação atenta, a
experimentação, especialmente através do
raciocínio e do bom senso.
Tais pesquisas podem e devem ser retomadas,
desde que com conhecimento de causa e
descartando quaisquer posturas místicas.
Porém, há que se considerar que cientistas
espíritas podem dedicar-se a esta área e
publicar abordagens com linguagem acessível
ao grande público, para que este aspecto
científico do Espiritismo seja resgatado e
novamente evidenciado, equilibradamente ao
lado dos aspectos filosófico e religioso,
para que a inteireza da magistral Doutrina
Espírita esteja sempre à disposição para ser
conhecida e vivida integralmente.
Meus caros
amigos, o Espiritismo é proposta viva de
renovação e felicidade. Seu fértil campo de
conhecimento e pesquisa está a nos convidar
a esta postura aberta de conhecer,
pesquisar, para entender...
(1) Palhano foi notável
pesquisador, publicou diversas obras e
deixou expressiva contribuição à pesquisa
espírita. Seu nome completo: Lamartine
Palhano Junior.
(2)
Florence
era jovem de apenas 15 anos e sua
potencialidade mediúnica permitiu anos de
pesquisa na área de materializações;
submeteu-se humildemente aos critérios
científicos de observação dos fenômenos que
se produziam por seu intermédio.
(3)
Edição da Casa Editora O
Clarim, atualmente esgotado.
Artigo gentilmente cedido por
Orson Peter Carrara
Assessor de Imprensa da
Casa Editora O Clarim
em Matão SP
http://www.orsoncarrara.hpg.ig.com.br
http://www.orsonpcarrara.rg3.net
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