
E A VIDA CONTINUA
Esta é a décima sexta obra da chamada Série André Luiz.
A série foi iniciada com a conhecida obra Nosso Lar, desdobrando-se nas
demais obras, e foi concluída com a obra que ora trazemos aos leitores, embora
tenham sido publicadas outras obras do mesmo autor espiritual.
André Luiz é o pseudônimo do autor espiritual
que, através das mediunidades de Chico Xavier e Waldo Vieira, assinou a série. A
maioria dos livros, todavia, foi psicografada por Chico Xavier.
Fantini e Serpa
O livro, um romance, conta a saga de Evelina
Serpa e Ernesto Fantini, que desencarnaram em virtude de idêntica enfermidade, e
se encontraram no plano espiritual sem saberem que haviam desencarnado. Ficaram
amigos, conversavam e estranhavam a ausência de notícias dos familiares, até
chegarem à nova realidade.
A obra está divida em 26 capítulos, que trazem
elucidações importantes sobre a questão do retorno à vida espiritual, após a
morte do corpo físico, tanto do ponto de vista das adaptações, às saudades de
quem ficou na Terra e mesmo das trocas recíprocas dos sentimentos entre os que
se foram e aqueles que ainda permanecem encarnados. E o mais impressionante são
as descrições da percepção viva que os desencarnados têm da realidade vivida dos
encarnados.
Do Prefácio
Emmanuel assina a apresentação da obra. E pondera
que todos os personagens apresentados pela obra são reais, embora tenham tido
seus nomes trocados para evitar-se especulações e em respeito às pessoas que
continuavam encarnadas e diretamente envolvidas com os personagens. Além disso
ressalta os diferentes estágios de conhecimento, maturidade e responsabilidade
dos filhos de Deus, estejam eles na condição de encarnados ou desencarnados.
É oportuno, todavia, destacar do valioso
Prefácio, que leva o mesmo nome do livro: “(...) Quanto maior a cultura de um
Espírito encarnado, mais dolorosa se lhe mostrarão os resultados da perda de
tempo. Quanto mais rebelde a criatura perante a Verdade, mais aflitivas se lhe
revelarão as conseqüências da própria teimosia (...)”
Para pensar
Do mesmo valioso prefácio, destacamos ainda:
“(...) temos a observar que a sociedade, para lá da morte, carrega consigo os
reflexos dos hábitos a que os afeiçoava no mundo. Os desencarnados de uma cidade
asiática não encontram, de imediato, os costumes e edificações de uma cidade
ocidental e vice-versa. Nenhuma construção digna se efetua sem a cooperação do
serviço e do tempo, de vez que a precipitação ou a violência não constam dos
Planos Divinos que supervisionam o Universo. (...)”
Obra valiosa, pois!
Recomendamos, com ênfase, pois, o livro aos
nossos leitores. Encontraremos nas linhas do texto muita semelhança com nossas
próprias experiências pessoais, tal a semelhança das experiências na permanente
luta evolutiva. A obra completou, em 2008, 40 anos de publicação. É romance para
se aprender muito sobre a vida.
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