DIANTE DA TERRA

  Teríamos sido, porventura, situados na gleba do mundo para fugir
de colaborar no progresso do mundo, quando o mundo nos provê com todas as possibilidades necessárias ao progresso de nós mesmos?

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      Muitos companheiros se marginalizam em descanso indébito, junto à seara, alegando que não suportam os chamados problemas intermináveis do  mundo; desejariam a estabilidade e a harmonia por fora, a fim de se mostrarem satisfeitos na Terra, quando a harmonia e a estabilidade devem morar por dentro de nós, de modo a que nossos encargos, à frente do próximo, se façam corretamente cumpridos.

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      O mundo, em todo tempo, é uma casa em reforma, com a lei da
mudança a lhe presidir todos os movimentos, através de metamorfoses e dificuldades educativas.

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      O progresso é um caminho que avança. Daí, o imperativo de
contarmos com oposições e obstáculos toda vez que nos engajemos na edificação da felicidade geral.

      Omissão, no entanto, é parada significando recuo.
      Entendamo-nos na posição de obreiros, sob a pressão de crises
renovadoras.

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      Todos faceamos permanente renovação, a cada passo da vida.
      Nem tudo que tínhamos ontem por certo, nos quadros exteriores da
experiência, continua como sendo certo nas horas de hoje. Os ideais e
objetivos prosseguem os mesmos, a nos definirem aspiração e trabalho; entretanto, modificaram-se instrumentos e condições, estruturas e circunstâncias.

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      A Terra, porém, nos pede cooperação no levantamento do bem de
todos e a ordem não é deserção e sim adaptação. Em suma, estamos chamados à vivência no mundo, a fim de compreendermos e melhorarmos a vida em nós e em torno de nós, servindo ao mundo, sem deixarmos de ser nós mesmos, e buscando a frente, mas sem perder o passo de nossos contemporâneos, para que não venhamos a correr o risco de seguir para frente demais.


Pelo Espírito: JOANNA DE ÂNGELIS
Psicografia: DIVALDO PEREIRA FRANCO
Do livro: RUMO CERTO