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O convite fraterno deve ser o
sinal de que o mundo não é somente teu: pertence a todas as
criaturas.
Experimenta um prazer indizível
na Alma, convidando o teu companheiro, de trabalho ou de distração,
para um dos teus repastos habituais. E conversa com ele,
animadamente, acerca de assuntos agradáveis, e vê que terapia
grandiosa, gerada por simples amizade.
Os laços que nos prendem por
simpatia, e que nos propiciam o convívio, são elos de luz, em feição
de vida. São, por assim, dizer, o amor, querendo enraizar-se nos
corações, pelo impulso da universalidade.
Acena, pois, para os famintos,
dando-lhes o pão que também comes. Busca os nus, e reparte com eles
as tuas vestes. Procura os sedentos, e não deixes que sucumbam pela
sede. Esse é o convite do coração que, quanto mais dá, mais tem para
distribuir.
A alguém que te estenda a mão,
oferta alguma coisa. Se não o dinheiro, pelo menos um sorriso. Se
não o pão, pelo menos um carinho. Se não o remédio, pelo menos amor.
Mas não deixes de dar, porque
aquilo que deres em nome da vida, a vida te multiplicará, sem que
procures multiplicação.
Apela para Deus, em teu
benefício, para que despertes, com mais urgência, as forças que
dormitam em ti. Todavia, não podes esquecer-te de pedir a ti mesmo,
pelos caminhos da boa vontade, do esforço e da disciplina. O Senhor
começa a te ajudar, usando as tuas próprias mãos.
Faze com que os outros ouçam a
tua chamada, para que compartilhem, contigo, do teu conforto. Eis
que isso se tornará num estímulo para que eles se esforcem no
sentido de tornarem-se merecedores. O exemplo da solidariedade é ato
divino, que une ideais, na mesma instância.
Não devemos nos esquecer deste
convite do Divino Mestre à humanidade: "Vinde a mim todos os que
estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei".
Propõe-se Jesus a ajudar, pelo
prazer de servir. E, na convivência do Seu amor aprendemos a
auxiliar os outros, pela força da caridade.
O pão, repartido com fé, jamais
acabará. É fonte que não esgota, porque é Deus operando em nós e Se
fazendo mais presente, no gesto de benevolência.
Faze como o ar, que sopra em
todas as direções, purificando o ambiente, sem querer saber quem e
quais são os mais necessitados.
Se convidares com firmeza, a luz
obterás claridade. Se fizeres o mesmo com a saúde, ela estará
presente. Se te lembrares da alegria, ela baterá em tuas portas. Se
queres, com afinco, a paz, ela te procurará.
Não faças somente convites,
aprende a convidar.
Pelo Espírito: CARLOS
Psicografia: JOÃO NUNES MAIA
Do livro: TUAS MÃOS |