
COMUNICAÇÃO NÃO-VIOLENTA
Em apenas um
dia “devorei” o livro cujo título também encabeça esse artigo e que também
apresenta o subtítulo Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e
profissionais. O livro é do Dr. Marschall Rosenberg, dos Estados Unidos, e
está publicado no Brasil pela Editora Agora.
O livro caiu-me nas mãos como uma luva no preparo
do tema A descoberta interior e o relacionamento uns com os outros, que
apresentei recentemente em Poços de Caldas.
A obra acompanha e reforça um novo método de
resolução pacífica de conflitos, usando a empatia como principal recurso para a
serenidade dos relacionamentos.
Gostei muito da obra e não posso deixar de
recomendar aos leitores.
E para despertar seu interesse na aquisição do
livro, relaciono em síntese a técnica apresentada pelo livro na superação de
conflitos de relacionamento. E vale acrescentar que a técnica pode ser utilizada
para conflitos consigo mesmo ou com terceiros. E até mesmo para entender o
comportamento alheio, mesmo não havendo conflito.
Primeiro passo: Observar sem julgar
(simplesmente, diante de fatos, circunstâncias, pessoas ou ocorrências –
agradáveis ou desagradáveis – observar sem julgar. Difícil, não é mesmo? Sim
porque todos temos a tendência de julgar...)
Segundo passo: Identificar sentimentos
(o que observamos faz-nos sentir o que? De que forma? Quais os sentimentos que
nos afloram? Conosco mesmo ou com terceiros).
Terceiro passo: Identificar necessidades
(os sentimentos identificados no segundo passo levam-nos a identificar quais
necessidades que estão em nós ou nos outros e que geram tais sentimentos?)
Quarto passo: Pedido para enriquecer a vida
(identificada a necessidade, quais as providências para nós ou para terceiros
para alterar ou melhorar a situação observada?)
A técnica requer treinamento, persistência,
determinação. Todavia, os exemplos trazidos pelo livro são notáveis. Já usei em
mim mesmo e gostei do que vi como fruto do exercício.
O que chama a atenção, todavia, é a essência da
técnica: a compaixão!
Se você observa uma pessoa sem julgar, conseguirá
com pequeno esforço identificar sentimentos que determinam ou geram tais
comportamentos, o que o levará à identificação das necessidades. Aí basta pedir
com clareza e bondade em seu favor ou a favor de outra pessoa. Eis o desafio,
que requer compaixão...
É realmente o exercício de se colocar no lugar do
outro. O que ele sente, porque age ou reage assim? Qual sua carência e
necessidade? Com atendê-lo ou atender a nós mesmos em nossas carências e
dificuldades? Eis o desafio. E o livro está repleto de exemplos.
São os desafios
da convivência! Não poderia deixar de recomendar a fabulosa obra. Vai ajudar
muita gente, não tenho dúvida.
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