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CHICO XAVIER E
SEUS PRESENTES
Um dos mais recentes biógrafos de Chico Xavier, Carlos Antônio
Baccelli, também médium fecundo e laborioso tarefeiro da Seara
Espírita, escritor brilhante e que possui o privilégio
(diríamos também a responsabilidade), de usufruir da amizade
íntima do notável e querido Chico, narra dezenas e dezenas de
fatos da vida e do trabalho espiritualizado do medianeiro do
Bem. Sem dúvida que as obras de Baccelli sobre o Chico são
fiéis depositárias da Verdade.
Todos - espíritas e não-espíritas e até mesmo
anti-espíritas, sabem que o médium é uma criatura desprendida
de coisas materiais, vivendo uma vida modestíssima e humilde.
Até onde lhe é possível, Chico é modesto até mesmo em sua
apresentação pessoal.
Conta-se que os presentes que o Chico recebe são
imediatamente transferidos aos menos favorecidos. É o caso
daquele relógio suiço que um admirador lhe deu de presente e
que momentos depois Chico, ao visitar uma pessoa em um casebre
na periferia, deixou a jóia àquela criatura, pois ela não
possuía relógio para tomar seus medicamentos em hora certa.
Um outro enviou ao Chico um automóvel - ZERO -; no
momento que chegava o dito carro, chega em sua casa um
comerciante. Aproveitando, Chico lhe diz:
"- Olha aqui, meu irmão, faça o seguinte: leve este
carro e envie-nos macarrão para nossos irmãos em
dificuldades..."
Também um grupo de senhoras, vindo da Venezuela, trouxe
para o Chico um belíssimo tapete, que elas mesmas
confeccionaram e disseram ao médium:
"- Olha Chico, nós lhe trouxemos este tapete; nós
mesmos tecemos para você com muito carinho..."
"- Irmãs, nem sei como agradecer-lhes tamanha
generosidade para com esse pequeno servidor. Mas é meu mesmo?
Posso guardá-lo mesmo?..."
"- Claro. E, por favor, não dê para ninguém. Ele é
seu..."
"- Obrigado, queridas irmãs. Agora eu gostaria que as
senhoras nos fizessem um favor de imenso valor. É o seguinte:
As senhoras fiquem com este tapete, guardando-o em sua casa,
para mim..."
Dezenas de cidades dos Estados de Minas Gerais, São
Paulo, Rio de Janeiro e outros, têm outorgado o título de
Cidadão Honorário a Chico Xavier. A maioria destes títulos o
médium não conseguiu recebê-los, motivado por problemas de
saúde e por suas atividades. Até três capitais lhe concederam
o honroso título - Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.
Importante que em todas as vezes que Chico recebeu o
título, ali mesmo, de público, ele transfere para a Doutrina
Espírita, de quem ele se considera um humilde tarefeiro. E diz
que fica zelando pelo título, uma vez que pertence - afirma -
a todos os cristãos - católicos, evangélicos e espíritas...
Digno de nota é a sincera e autêntica humildade de
Chico Xavier, um dos motivos que o médium mineiro não tenha
fracassado em sua luminosa missão, sem dúvida. Nem seu
gigantesco trabalho, nem a fama, nem os elogios conseguiram
afastá-lo daquela humildade exemplar e rara. Que Deus o faça
sempre assim...!
DO LIVRO: Chico Xavier - O
Homem, o Médium, o Missionário
AUTOR: Antônio Matte Noroefé |