
BOA NOVA
Humberto de Campos, o grande escritor brasileiro, famoso
jornalista e político, falecido em 5 de dezembro de 1934, poucos anos após ter
retornado ao plano espiritual, ditou ao médium Francisco Cândido Xavier diversas
obras que se tornaram sucessos editoriais, face ao estilo próprio do autor
espiritual. Entre elas está a extraordinária Boa Nova, com prefácio de 9
de novembro de 1940 de onde extraímos das palavras do próprio Humberto:
a)
“(...) Meu problema atual não é o de escrever para
agradar, mas o de escrever com proveito (...)” e
b)
“(...) existem Espíritos esclarecidos e Espíritos
evangelizados, e eu, agora, peço a Deus que abençoe a minha esperança de
pertencer ao número destes últimos.”
Lições puras de amor
Os 30 capítulos da obra refletem toda a pureza do
Evangelho, em episódios que trazem os personagens contemporâneos de Jesus em
diálogos inesquecíveis do Mestre com seus discípulos e outros que dele se
aproximaram. Desde a família Zebedeu, Nicodemos, Joana de Cusa, Maria de Magdala,
Pedro até Maria, encontramos nas luminosas páginas lições de humildade, de
perdão, de fé, de amor a Deus, entre as virtudes trazidas pelo Guia da
Humanidade para nos ensinar a viver.
São capítulos repletos das emoções suaves dos
primeiros tempos do Cristianismo. A presença marcante de Jesus aparece no livro
como um convite direto à renovação pessoal nos valores legítimos da fé e do amor
ao bem.
Alguns capítulos
No capítulo 3 encontramos toda a humildade de
Jesus perante as indagações irônicas de um sacerdote. Diante do desprezo das
perguntas, o Mestre responde: “(...) Esse Reino é obra divina no coração dos
homens (...) Meus companheiros hão de chegar de todos os lugares (...) nenhum
mármore existe mais puro e mais formoso do que o do sentimento, e nenhum cinzel
é superior ao da boa-vontade (...) Conheço o amor e a verdade (...) Sei qual é a
vontade de Meu Pai (...)”.
No capítulo 21 a sábia declaração que todos
deveríamos adotar em nossas vidas: “(...) Vim ao mundo para o bom trabalho e não
posso ter outra vontade, senão a que corresponda aos sábios desígnios d'Aquele
que me enviou (...)”.
Ou no capítulo 25: “(...) Uma das maiores
virtudes do discípulo do Evangelho é a de estar sempre pronto ao chamado da
Providência Divina. Não importa onde e como seja o testemunho de nossa fé. O
essencial é revelarmos a nossa união com Deus, em todas as circunstâncias
(...)”.
Indicações vivas
Com todo empenho indicamos o livro aos leitores.
Os maravilhosos capítulos constituem estímulo ao bem, à confiança na vida, à
esperança os corações. O Evangelho de Jesus é luz a iluminar os caminhos. O
Espírito Humberto, com sua genialidade textual, oferece roteiro vivo de
orientação cristã. Não deixe, pois de ler a obra. E dedique especial atenção,
leitor amigo, aos capítulos O sermão do monte, A lição da vigilância, A
ilusão do discípulo e Os quinhentos da Galiléia. Nosso desejo era
transcrever o livro todo, mas o objetivo da coluna é exatamente despertar o
interesse do leitor para uma leitura produtiva e abençoada para que a vida
igualmente lhe flua com serenidade e equilíbrio. O livro é edição da Federação
Espírita Brasileira e sua primeira edição surgiu em 1941.
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